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Adolescente que estava desaparecido é encontrado morto dentro de represa em SP

O jovem saiu para cortar o cabelo e estava sumido desde o dia 20 de setembro. A polícia investiga o caso

Carla Ramil
CARLA RAMIL

25/09/2025 • 21:23 • Atualizado em 25/09/2025 • 21:23

Adolescente que estava desaparecido é encontrado morto dentro de represa em SP

Adolescente que estava desaparecido é encontrado morto dentro de represa em SP

Reprodução/Brasil Urgente

O corpo de Uader Moreira de Jesus, de 17 anos, foi encontrado na represa Billings, no bairro Chácara Gaivotas, zona sul de São Paulo. O adolescente estava desaparecido desde o dia 20 de setembro, quando saiu de casa para ir a uma barbearia.

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Um morador avistou o corpo do adolescente na água e acionou a polícia. O Corpo de Bombeiros foi chamado para fazer o resgate. O corpo de Uader apresentava ferimentos no rosto, que a polícia suspeita terem sido causados por uma faca. O adolescente havia sido deixado pela mãe em uma barbearia a cerca de 200 metros de sua casa, no Jardim Gaivotas.

O dono da barbearia relatou que havia outros clientes na frente de Uader. O adolescente teria dito que iria em casa e voltaria em seguida. O trajeto, registrado por uma câmera de segurança, mostra Uader guardando o celular e caminhando em direção à sua residência, onde morava com a mãe e mais dois irmãos. O adolescente nunca chegou ao destino.

Família busca respostas

Maria Cilene Esteves de Jesus, mãe de Uader, relatou à reportagem que, preocupada com a demora do filho, voltou ao salão, mas ele já não estava mais lá. Após o desaparecimento, o telefone do adolescente não completava mais ligações e os aplicativos de mensagens não funcionavam.

Maria Cilene distribuiu cartazes no bairro e divulgou o caso nas redes sociais. A repercussão fez com que parentes fossem procurados por criminosos da região, que relataram a eles que Uader havia sido alvo de uma "maldade" e que havia sido visto com um revólver, o que a mãe nega, dizendo ser apenas o celular no bolso. A mãe afirmou ter repassado a informação à polícia.

A família relata que Uader tinha deficiência intelectual nível dois, mas que, apesar de ser tímido, tinha uma rotina normal, frequentava a escola e gostava de ir à academia. Segundo a mãe, a autonomia era uma habilidade que ele estava desenvolvendo. A família nega que o adolescente fizesse uso de drogas ou tivesse inimizades.

O caso foi registrado na delegacia local e está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo. O corpo de Uader permanece no Instituto Médico Legal (IML), aguardando liberação para velório e sepultamento.