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Veja linha do tempo desde o desaparecimento de amigos até a localização dos corpos

Após 44 dias, os corpos dos quatros amigos foram encontrados nesta sexta-feira (19)

Carla Ramil
CARLA RAMIL

19/09/2025 • 18:59 • Atualizado em 19/09/2025 • 18:59

Foram 44 dias de angústia e sofrimento. Inúmeras operações de buscas realizadas pelas forças de segurança do Paraná. Até que os quatro amigos desaparecidos foram localizados sem vida. Executados a tiros com requintes de crueldade.

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Os corpos estavam a cerca de 500 metros do local onde a caminhonete usada pelas vítimas foi encontrada, na semana passada, enterrada a cinco metros de profundidade. O terreno pertence aos suspeitos de cometerem o crime.

A motivação para o desfecho brutal seria uma dívida de R$ 255 mil e o enredo envolve seis personagens: três amigos, um produtor rural e dois compradores.

Veja a linha do tempo sobre o caso

No dia 4 de agosto, Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso, que trabalham em uma empresa especializada em cobrança de dívidas, saíram de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, com destino a Icaraíma, na região noroeste do Paraná.

Lá se encontraram com Alencar Gonçalves de Souza, de 36 anos, que vendeu uma propriedade, mas não recebeu o pagamento. Juntos, os quatro foram até o sítio onde vive a família que adquiriu as terras, mas não quitou nenhuma das 10 notas promissórias no valor de R$ 25.500 cada uma.

Nesse primeiro encontro, segundo a polícia, os quatro conversaram com os compradores, Antônio Buscariollo, de 67 anos e o filho dele, Paulo Ricardo Buscariollo, de 22, e ficou acertado que no dia seguinte, 5 de agosto, eles voltariam para buscar o dinheiro da dívida ou fazer um novo acordo. Logo depois, Diego, uma das vítimas, trocou mensagens com a esposa sobre a dificuldade na negociação.

No outro dia, antes de retornarem ao sítio, os amigos foram tomar café da manhã em uma padaria. Essas são as últimas imagens dos homens, que desapareceram após se reunirem com Antônio e o filho, Paulo Ricardo.

Ninguém mais atendia o celular ou respondia mensagens. Até que os telefones pararam de emitir sinal. Após a falta de notícias, familiares das vítimas procuraram a polícia. As autoridades paranaenses foram até o sítio e levaram pai e filho à delegacia. Os dois prestaram depoimento e em seguida foram liberados.

O que chama a atenção é que no dia seguinte ao depoimento, Antônio, Paulo Ricardo e todos os familiares que viviam juntos no sítio, simplesmente desapareceram da cidade. Ninguém sabe para onde foram. A polícia, então, pediu a prisão temporária de pai e filho, que foi aceita pelo poder judiciário do paraná. Agora os dois são considerados os principais suspeitos do desaparecimento dos amigos, além de foragidos da justiça.

Um amigo das vítimas conseguiu fazer contato com outro filho de antonio buscariollo. A troca de mensagens de áudio mostra que o rapaz promete o perdão da dívida em troca de informações sobre o paradeiro dos quatro homens.

Após uma semana uma pista importante foi descoberta. Um familiar de Alencar Gonçalves de Souza, que contratou os três amigos para cobrar a dívida, recebeu uma carta anônima. O bilhete dizia que o carro e os corpos dos quatro desaparecidos estariam enterrados a cerca de 9km do sítio de Antônio e Paulo Ricardo.

A polícia ambiental iniciou a escavação e para surpresa dos agentes, a caminhonete estava mesmo debaixo de metros de terra, dentro de uma espécie de bunker, no meio da mata fechada.

Os criminosos foram ousados e fizeram uma operação cautelosa. A caminhonete estava toda embalada com um plástico. Foi necessário o uso de uma retroescavadeira para tirar o veículo do bunker. Quando tiveram acesso ao utilitário, os policiais identificaram dois pontos importantes, que fizeram aumentar a possibilidade de que as vítimas estejam mortas.

Os corpos dos quatro amigos foram levados ao IML de Umuarama, há 70km de Icaraíma, onde o crime aconteceu. De acordo com a investigação, os homens foram vítimas de uma emboscada.

Assim que chegaram ao sítio, de caminhonete, possivelmente já foram recebidos a tiros, com o veículo ainda em movimento. Os disparos atingiram o para-brisas e acertaram principalmente o rosto e o pescoço dos ocupantes, que ainda foram baleados no tórax. Na sequência, os assassinos iniciaram o plano para destruir as provas: enterrar o utilitário e os corpos.

Ainda não há previsão de quando vão ser liberados para velório e enterro.