A principal fornecedora de armas para facções é presa em Taubaté, no interior de São Paulo. A mulher se chama Ana Lúcia Ferreira, apontada como uma das principais traficantes de drogas e armas com atuação em São Paulo no Rio de Janeiro.
A função dela era criar a logística para encontrar fornecedores e distribuir todo o material para os dois estados. Dentro de casa, foram apreendidos joias e relógios de luxo.
Já no Rio, o alvo da ação foi Gustavo Miranda de Jesus. Segundo os investigadores, ele atuava na estrutura financeira da organização criminosa, usando empresas de fachada e bailes funk para encobrir uma movimentação superior a R$ 250 milhões. Ele também era o responsável por fazer o pagamento aos fornecedores.
A investigação descobriu que as armas e drogas que chegam ao Complexo do Alemão, na zona norte no Rio, e abastecem diferentes comunidades tinham um ponto em comum: a cidade de Ponta Porã, perto da fronteira com o Paraguai.
Segundo a investigação, por lá, funciona uma estrutura que atende às duas maiores facções criminosas do país: o PCC e Comando Vermelho. Para a polícia, Ana Paraguaia, como era conhecida no crime, era a principal operadora do esquema.
“Identificamos que ela tinha já um histórico afetivo, amoroso, com outras lideranças que eram integrantes do PCC, como o próprio Galã, que foi preso pela Polícia Civil do Rio em 2018, um dos maiores expoentes no controle das rotas na fronteira. E, a partir disso, nós identificamos realmente esse contato, essa estreita relação entre o Rio de Janeiro e o primeiro comando da capital, o PCC, que, na verdade, acabava sendo utilizado pela Ana Lúcia para abastecer o Rio de Janeiro”, disse o delegado Pedro Cassundé.
A investigação revelou que os dois presos atuavam em conjunto com o traficante Fhillip da Silva Gregório, o professor, que morreu no início do mês. Um terceiro alvo segue foragido. Durante a operação, os policiais também cumpriram 57 mandados de busca e apreensão.
Além do Rio de Janeiro e de São Paulo, as equipes ainda foram em endereços no Mato Grosso do Sul e no Paraná, estados importantes pois fazem fronteira com o Paraguai.
“Nós conseguimos, com a prisão do Gustavo, temporariamente suspender esse esquema de lavagem de dinheiro, sendo ele um dos maiores operadores do Comando Vermelho, da maior facção do Rio de Janeiro, e ao mesmo tempo, nós conseguimos interromper uma rota. Já perigosa de acesso a armas e munições”, explicou o delegado Vinícius Miranda.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber
