
Polícia Civil
Reprodução
A Polícia Civil de Itanhaém, no litoral sul paulista, prendeu quatro integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) apontados como lideranças da facção na Baixada Santista. Entre eles está o criminoso conhecido como Apolo, considerado pela polícia o mais importante do grupo por ser o "sintonia final" – posição que, segundo a investigação, fazia com que qualquer decisão do chamado tribunal do crime na região tivesse que passar por ele.
Os quatro presos são os "disciplinas" da facção, grupo responsável por fiscalizar as regras internas, transmitir as ordens da organização criminosa e executar as determinações dos criminosos que estão presos e que ocupam posições superiores na hierarquia. As prisões são temporárias.
Além de Apollo, foram capturados Jerusalém, responsável pelo Vale do Ribeira; Libanês, que dava as ordens em Itanhaém; e Medusa, que garantia o cumprimento das regras em Peruíbe.
As prisões só foram possíveis depois da captura do criminoso conhecido como Nike. A partir do celular dele, a polícia conseguiu chegar aos outros integrantes da estrutura.
Em uma das conversas interceptadas, à qual o Brasil Urgente teve acesso, os criminosos já demonstravam preocupação em serem monitorados e chegavam a orientar todos a usar aparelhos iPhone, por acreditarem que a marca garantiria maior privacidade. A avaliação, no entanto, estava errada: a polícia acompanhou as conversas.
Em outro diálogo, os criminosos demonstraram irritação porque uma integrante havia tido o celular apreendido. "Então, irmão, mas cataram por que? É uma situação que tem que ficar atento", diz um dos trechos interceptados.
Durante a operação, os policiais apreenderam dinheiro, armas e outros celulares, que devem colaborar com a investigação para identificar novas partes da estrutura criminosa no litoral paulista.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

