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Após fugir da prisão, criminoso do 'Novo Cangaço' é preso novamente em SP

A prisão ocorreu no estacionamento de um supermercado quando o suspeito tentava fugir colocando malas em um veículo

Da redação
DA REDAÇÃO

23/07/2026 • 18:44 • Atualizado em 23/07/2026 • 19:11

Um criminoso de alta periculosidade, considerado referência em ataques do chamado "Novo Cangaço", foi preso por agentes da 5ª Delegacia da Divisão de Patrimônio do DEC. A prisão ocorreu no estacionamento de um supermercado quando o suspeito tentava fugir colocando malas em um veículo. Além dos crimes de assalto a banco, ele foi autuado em flagrante por violência doméstica com base na Lei Maria da Penha.

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De acordo com o delegado Dr. Pedro Ivo, o suspeito já vinha sendo monitorado há algum tempo pela equipe de vigilância da Polícia Civil. As equipes decidiram antecipar a abordagem ao notarem que o acusado colocava bagagens no carro para deixar o local.

No momento do cerco tático, os policiais identificaram arranhões no corpo do criminoso e constataram que ele havia acabado de agredir fisicamente a sua esposa dentro de casa.

Ações no Paraguai e atuação internacional

Conhecido no meio criminal pelo porte físico reforçado e por utilizar armamento pesado como fuzis e coletes à prova de balas, o indivíduo é investigado por envolvimento no financiamento e execução de megaproduções criminosas com apoio do PCC.

Entre suas participações mais recentes, há indícios robustos de que ele esteve no ataque a quatro agências bancárias em uma cidade do Paraguai ocorrido em junho, ação que reuniu mais de 20 homens armados com fuzis. A polícia aponta ainda que o acusado vinha transitando e se escondendo constantemente no eixo entre a Bolívia e o Paraguai.

Segundo o delegado Dr. Pedro Ivo, o recrudescimento no combate ao roubo de bancos e transporte de valores em São Paulo tem forçado os criminosos do "topo da cadeia alimentar do crime" a migrarem suas operações para outros estados e países vizinhos. As estatísticas atuais no estado paulista mostram recordes de reduções nessas modalidades de ataque e aumento no número de prisões e condenações de assaltantes de banco.