Resumo
Assalto no Morumbi envolveu cinco homens armados, conhecidos como "gangue do controle remoto", que invadiram uma residência utilizando dispositivos eletrônicos para abrir o portão e fizeram uma funcionária refém com uso de enforca-gato, sendo todos baleados pela polícia durante a ação.
Confrontos com a Polícia Civil ocorreram em dois locais distintos: três suspeitos foram atingidos na residência e dois fugiram para a região da avenida Faria Lima, onde foram interceptados, baleados em novo tiroteio, resultando na morte de um deles e hospitalização do outro sob custódia policial.
Investigação do DEIC aponta que a quadrilha utiliza tecnologia para clonar frequências de portões eletrônicos e tem histórico de confrontos armados, enquanto perícia foi acionada para coletar provas e identificar armas, e a polícia busca outros integrantes da rede criminosa.
Cinco homens foram baleados pela polícia após invadirem uma residência no bairro do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, nesta terça-feira (3). O grupo, conhecido como a "gangue do controle remoto", utilizou dispositivos para abrir o portão da casa e manter uma funcionária como refém durante o assalto.
A ocorrência se desdobrou em dois locais distintos da cidade. A Polícia Civil já monitorava a quadrilha e interveio no momento da invasão. Durante o primeiro confronto, na própria residência, três suspeitos foram atingidos pelos disparos e dois conseguiram fugir.
Dinâmica da perseguição e confronto
Os dois criminosos que escaparam do Morumbi seguiram em fuga até serem interceptados por outra equipe da Polícia Civil, que já estava mobilizada para o cerco na região da avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo. Os agentes exigiram a parada do veículo, mas os suspeitos reagiram, dando início a uma nova troca de tiros.
Na residência invadida, os criminosos utilizaram lacres plásticos, conhecidos como "enforca-gato", para imobilizar e algemar uma colaboradora da família. A vítima foi mantida presa dentro de um banheiro enquanto o grupo tentava realizar o roubo, mas foi libertada sem ferimentos graves após a chegada das equipes de segurança.
Atuação da "gangue do controle remoto"
A quadrilha é investigada por utilizar tecnologia para clonar frequências de portões eletrônicos, o que facilita o acesso rápido a condomínios e casas de alto padrão. Para Joel Datena, a periculosidade do grupo é evidente, uma vez que os envolvidos estariam prontos para o confronto armado ao serem abordados pelas autoridades.
A perícia foi acionada para os dois pontos da ocorrência para coletar provas e identificar as armas utilizadas pelos criminosos. O caso foi registrado e segue sob investigação pelo Departamento de Investigações Criminais (DEIC), que busca identificar se outros integrantes fazem parte da rede logística da gangue.
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