Moradores e alunos do Jardim São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo, realizaram um protesto para cobrar a reabertura de uma escola pública estadual da região. A unidade de ensino teve as atividades suspensas e os portões fechados após o desmoronamento de parte da estrutura da base do muro dos fundos, situado próximo ao leito de um córrego local.
A paralisação das aulas no estabelecimento afetou diretamente o calendário escolar dos estudantes. Diante do fechamento da unidade, parte dos alunos foi remanejada para outras instituições de ensino do município. No entanto, pais de alunos relatam dificuldades relacionadas ao deslocamento para os novos endereços.
Durante a manifestação, moradores e estudantes exibiram cartazes cobrando intervenções de manutenção na estrutura danificada do muro para viabilizar o retorno das atividades letivas no prédio original.
Problemas de infraestrutura em escola de Guarulhos
A desativação temporária da unidade de ensino decorre do comprometimento da base do muro traseiro, afetada pelo transbordamento do córrego que passa nos fundos do terreno. A proximidade com o curso d'água e o acúmulo de detritos causaram a erosão do solo na fundação da parede de alvenaria.
Segundo o morador e comerciante Flávio Soares Santos, a interrupção das aulas na escola provocou a transferência de estudantes para bairros mais distantes. "O colégio está fechado por causa do muro. A base dele caiu toda e as crianças precisam ir para unidades distantes", afirmou Santos.
Estudantes também relataram sobreposições de rotina com o deslocamento. Henry, de 9 anos, mencionou as dificuldades para frequentar as aulas na nova unidade de alocação. "A escola onde estou estudando agora é muito longe. Esta aqui era melhor para a gente", disse o aluno.
Além do desmoronamento parcial na fundação, moradores do entorno apontaram a falta de manutenção do prédio desativado. Registros no local indicaram acúmulo de sujeira na área interna, mato alto no entorno e ausência de vigilância patrimonial, o que gera receio de invasões e degradação da estrutura escolar existente.
Atraso na construção de CAPS no Bairro dos Pimentas
Em outra região do município, no Bairro dos Pimentas, moradores voltaram a cobrar a construção de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS AD III). A obra, de responsabilidade municipal e com financiamento anunciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), permanece apenas na fase de terraplanagem do terreno.
De acordo com as placas informativas instaladas pela Prefeitura de Guarulhos no local da intervenção, o projeto prevê a edificação de uma unidade com 14 salas de atendimento especializado para pacientes com transtornos mentais e dependência química. A placa de sinalização indica que o prazo para a execução dos trabalhos é de 12 meses, com início em outubro de 2025 e término previsto para outubro de 2026.
Entretanto, líderes comunitários afirmam que as máquinas realizaram apenas a preparação inicial do solo e não houve avanço nas etapas de fundação ou alvenaria do prédio. Rafael Pereira, motorista de aplicativo e morador da região, cobrou celeridade na execução do cronograma.
Teve um ano para fazer essa obra e só fizeram a terraplanagem aqui. Faltam poucos meses para o prazo final e a construção não avançou, relatou Pereira.
A ausência do serviço de saúde mental na comunidade sobrecarrega as Unidades Básicas de Saúde (UBS) locais, que absorvem a demanda por atendimento psicológico e psiquiátrico da região. Além do impacto na área da saúde pública, moradores relatam que a paralisação dos trabalhos e o abandono do terreno geram insegurança no entorno durante o período noturno.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

