Brasil Urgente

Boliviana é presa com barriga falsa de cocaína em São Paulo

Mulher e outros cinco compatriotas foram flagrados com entorpecentes presos ao corpo e no estômago; grupo atuava como "mula" para o tráfico internacional

SANDRA REDIVO

21/01/2026 • 18:14 • Atualizado em 21/01/2026 • 18:14

Polícia Civil São Paulo

Polícia Civil São Paulo

Divulgação/Agência SP

A Polícia Civil prendeu em São Paulo uma mulher de nacionalidade boliviana que utilizava uma barriga falsa para transportar pasta base de cocaína. A suspeita, que simulava uma gravidez, foi interceptada dentro de um ônibus junto a outros cinco cidadãos bolivianos. De acordo com as autoridades, o grupo transportava cerca de seis quilos da droga.

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As investigações apontam que todos os detidos atuavam como "mulas", termo utilizado para designar indivíduos que utilizam o próprio corpo para o transporte de substâncias ilícitas entre fronteiras. Além da mulher com a prótese de gravidez, alguns integrantes do grupo haviam engolido pacotes do entorpecente para tentar burlar a fiscalização. A polícia agora trabalha para identificar a origem da droga e o destino final da carga.

Estratégias do tráfico internacional

O caso reflete a ausência de limites nas táticas utilizadas por traficantes para o transporte de entorpecentes. Recentemente, um episódio semelhante ocorreu na Colômbia, onde um homem foi detido ao tentar embarcar para a Holanda com cocaína escondida sob uma peruca.

Apesar de ter passado pelo equipamento de raio-x, o suspeito despertou a desconfiança dos fiscais ao usar um boné; ao ser submetido a uma inspeção detalhada, a droga foi localizada no cabelo falso.

Idosa detida em presídio

A prática de transportar itens ilícitos também envolve diferentes perfis demográficos. Em Salvador, na Bahia, uma idosa foi presa em flagrante ao tentar entrar na Cadeia Pública com drogas e equipamentos eletrônicos. A suspeita escondia entorpecentes no chinelo e dentro de uma muleta, enquanto os aparelhos eletrônicos estavam espalhados pelo corpo.

Ao ser descoberta pelos agentes penitenciários durante a revista de rotina, a mulher confessou que os materiais seriam entregues ao seu filho, que cumpre pena na unidade. O caso reforça o alerta das autoridades para o monitoramento rigoroso em portões de acesso a presídios e rotas de transporte interestadual.