
Bonita, perigosa e condenada: mulher é presa por roubo e extorsão contra militar iraquiano
Reprodução/Brasil Urgente
A Justiça de São Paulo condenou Iasmin Tomaz Discher, de 19 anos, a 10 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de roubo majorado e extorsão. A vítima é um militar do Exército do Iraque, que ela conheceu na Avenida Paulista, região central da capital. Imagens mostram a condenada confessando o crime em uma rede social.
O militar iraquiano, que serviu nas Forças Especiais do Iraque e está no Brasil há cerca de dois anos, trabalhava como açougueiro na Avenida Paulista. Ele conheceu Iasmin, que aproveitava a Parada LGBTQIA+ para vender brigadeiros.
A vítima relata à polícia que convidou Iasmin para jantar. Eles comeram na região da Avenida Paulista e, em seguida, seguiram no carro da vítima até a estação de metrô Vila Sônia, na região do Morumbi, Zona Sul de São Paulo. Ao chegarem ao local, o iraquiano afirma que a acusada começou a gritar, aplicou um dispositivo de choque em seu pescoço e exigiu dinheiro.
Em depoimento prestado aos policiais do 34º Distrito Policial (DP), o iraquiano conta que Iasmin "tentou colocar um lenço com um cheiro forte no rosto dele". A vítima foi forçada a transferir R$ 450 que possuía na conta e a entregar R$ 1.500 em dinheiro que havia recebido no trabalho. Iasmin também roubou dois cartões bancários e a carteira de motorista da vítima. Após tentar pegar a chave do veículo, ela fugiu a pé em direção ao metrô.
A versão da acusada e as provas
Ao ser confrontada na delegacia, Iasmin negou o crime. Ela alegou que só aceitou sair para jantar com o iraquiano porque ele propôs comprar todos os brigadeiros que ela estava vendendo. Segundo a versão dela, ao chegarem ao metrô, ele se fez de desentendido.
Iasmin alegou que o iraquiano "iniciou contato físico sem seu consentimento, passando a mão em sua calça e em seu rosto" e que ela usou a arma de choque para se defender. No entanto, um vídeo publicado por ela em uma rede social a mostra confessando o uso do dispositivo para ameaçar a vítima.
Na casa de Iasmin, a polícia apreendeu a arma de choque, uma balaclava, três celulares e uma quantia de pouco mais de R$ 1.200 em dinheiro. A acusada também tinha contra ela um vídeo fazendo menção à facção criminosa PCC com a frase: "Aqui é 1533". Ao ser interrogada sobre isso, Iasmin alegou que queria apenas impressionar os seguidores e "fazer uma graça na internet", sendo que seu envolvimento com a facção não foi comprovado.
O militar iraquiano, apesar de ser soldado das Forças Especiais, disse em depoimento que não utilizou nenhuma técnica para imobilizar a agressora, pois, segundo seus princípios, o homem não pode levantar a mão para uma mulher.
A condenação de Iasmin Tomaz Discher é de 10 anos e 8 meses de prisão.
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