
Cabo da PM é preso após matar casal de mulheres a tiros no Espírito Santo
Band TV
Um duplo homicídio chocou os moradores de Cariacica, no Espírito Santo, envolvendo um policial militar e um casal de mulheres. O cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale foi preso em flagrante e encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar após disparar contra Daniele Toledo Rocha e Francisca Chaguiana Dias Viana. O crime teria sido motivado por um desentendimento entre as vítimas e a ex-mulher do agente.
O conflito, registrado na região de um condomínio residencial, teve início devido a uma disputa de vizinhança. Daniele e Francisca, que residiam no segundo andar do edifício, acusavam a ex-esposa do policial de realizar um "gato" (furto de energia) no sistema de ar-condicionado delas. Por outro lado, a ex-mulher do cabo alega que o casal teria proferido xingamentos e ameaças contra seu filho de 8 anos, que é autista.
Dinâmica da execução e socorro
Imagens de monitoramento capturaram o momento em que o policial atravessa a rua com a arma empunhada e efetua disparos contra uma das vítimas. De acordo com relatos de testemunhas colhidos pelo Brasil Urgente, a segunda mulher tentou fugir, mas foi perseguida pelo agente. "Muita covardia, ele chegou atirando. Uma atravessou a rua para correr, caiu na calçada da frente e ele ainda foi lá e disparou várias vezes nela", afirmou uma testemunha que presenciou a ação.
Daniele Toledo Rocha morreu ainda no local do crime. Francisca Chaguiana Dias Viana chegou a receber atendimento médico e foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado pouco depois. A ex-mulher do policial relatou que, antes da chegada de Luiz Gustavo, houve uma briga física entre ela e o casal, na qual teria sido agredida.
Histórico de violência e medidas disciplinares
O cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale já possui um histórico de letalidade policial. Ele responde a um processo criminal pela morte de uma mulher trans, identificada como Lara Croft, em julho de 2022, também no município de Cariacica. Naquela ocasião, o Ministério Público denunciou o militar, que alegou ter reagido a uma suposta tentativa de agressão durante uma abordagem. Devido a esse processo anterior, o agente estava afastado do serviço operacional nas ruas e desempenhava funções administrativas internas.
O Comando da Polícia Militar do Espírito Santo manifestou-se sobre o caso, classificando a conduta do cabo como um fato que prejudica a imagem da corporação perante a sociedade. As autoridades afirmam que todas as medidas legais e disciplinares estão sendo aplicadas com rigor. Diante da reincidência em crimes de homicídio contra mulheres, o comando confirmou que o policial poderá ser expulso da corporação ao término do processo administrativo.
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