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Caso Larissa Manuela: MP vai pedir investigação para apurar a sanidade mental do autor do crime

Vítima foi morta com 16 facadas em junho deste ano, em Barueri, região metropolitana de São Paulo

CARLA RAMIL

22/07/2025 • 16:58 • Atualizado em 22/07/2025 • 16:58

Larissa Manuel

Larissa Manuel

Reprodução/Brasil Urgente

O Ministério Público de São Paulo vai pedir a instauração de um inquérito para apurar a sanidade mental do padrasto da menina Larissa Manuela, réu confesso da morte da garota, que foi morta com 16 facadas em junho deste ano, em Barueri, região metropolitana do estado.

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O padrasto da Vítima, Diego Antônio Sanches Magalhães confessou o assassinato. A defesa da família demonstra preocupação com os novos rumos do caso.

"Nos causou, de certa forma, espanto, é esse pedido de instauração de incidente de insanidade mental, que visa exatamente o quê? Apurar se ele, à época dos fatos, ou seja, um mês atrás, ele não tinha capacidade plena de entender a ilicitude do crime. Isso nos causa uma preocupação, porque, se de fato, for comprovado, ele não sofrerá pena e sim uma medida de segurança, podendo ser posto em liberdade a qualquer momento”, disse o advogado Lucas Silva.

O pedido do Ministério Público foi feito com base no depoimento de Diego à polícia, durante as investigações, no momento em que o montador de móveis confessa o crime.

"Isso surge através de uma fala dele, quando ele verbaliza que já tentou suicídio, que passava por alguns problemas psicológicos Após o recebimento da denúncia, ele vai ser formalmente intimado, vai se abrir prazo para resposta acusação, onde ele vai poder se defender, arrolar testemunhas. Serão feitas perícias, se isso for aceito pelo juiz, perícia psiquiátrica, perícia médica, serão juntados relatórios dentro do processo para uma posterior avaliação", completou o advogado.

O processo de incidente de insanidade mental deve correr em paralelo com o processo já em andamento. O temor da defesa da família da vítima é que essa mesma manobra jurídica seja usada pelos advogados de Diego a favor dele no tribunal.

“Para a família isso é muito frustrante. A gente pediu a exumação do corpo da minha sobrinha e o Ministério Público negou, mas a gente ainda acredita que o juiz possa nos dar e agora o Ministério Público pede um exame de insanidade? Agora ele é louco depois de tudo o que ele fez?”, questionou a tia da vítima, Regiane Cristina.

Relembre o caso

Diego teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e, por enquanto, aguarda o julgamento na cadeia. O homem foi flagrado por câmeras de segurança, no mesmo horário em que o crime aconteceu, próximo à casa onde Larissa Manuela morava com a mãe e o irmão.

Por ser o padrasto, ele tinha livre acesso à residência e sabia que a menina estaria sozinha na manhã daquele dia.

De acordo com as investigações, ele mentiu por dias ao dizer que não havia estado com a vítima, mas após a polícia acessar as imagens e outras provas, Diego não teve saída, a não ser confessar.

Segundo o relato do réu, o crime foi motivado por um misto de raiva, ciúme e desejo de vingança contra a mãe da criança. O relacionamento entre Adenuzia e Diego durou cerca de 11 meses e teria acabado pela desconfiança de uma traição.

A família de Larissa afirma que a relação sempre foi conturbada e o montador de móveis não se dava bem com a enteada.

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