
Caso Vitória: reconstituição marcada para quinta-feira tenta responder dúvidas sobre o crime
Reprodução/Brasil Urgente
Resumo
Quase dois meses após o arrebatamento e a morte de Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, a polícia de Cajamar, na grande São Paulo, realizou a reconstituição do crime. O único indiciado como responsável pelo crime, Maicol Antônio Sales dos Santos, não participou da simulação.
Além dos peritos do Instituto de Criminalística, outros policiais civis e os responsáveis pela investigação participaram dos trabalhos. Ao todo, foram mais de 50 agentes atuando.
Inicialmente, o delegado do caso negou a necessidade da simulação, mas voltou atrás após a pressão familiar da vítima. A expectativa é de que, com a reconstituição, seja possível confrontar detalhes da confissão de Maicol, como, por exemplo, onde realmente Vitória foi morta, e se o homem agiu sozinho.
Passo a passo
Além da presença de policiais para simularem os passos de Maicol e de Vitória, um boneco foi trazido pelo Instituto de Criminalística. Recursos tecnológicos, como scanners 3D e o uso de drones foram utilizados pelos peritos.
O carro de Maicol, um Corolla prata, que foi uma chave importante para a investigação, também foi usado na reprodução simulada.
Por volta das 10h, os policiais saíram em comboio da delegacia de Cajamar em direção ao primeiro ponto da reconstituição simulada: a entrada do bairro Ponunduva, na área rural da cidade.
Neste primeiro ponto, os policiais utilizaram os drones para mapear o trajeto que Maicol fez saindo de casa com o carro para chegar no local. De acordo com as investigações, daí, o criminoso seguiu até o ponto de ônibus, onde aguardou pela chegada de Vitória.
Outro ponto da perícia foi feito exatamente no local onde Maicol teria arrebatado Vitória. A expectativa era de que, neste local, os “dublês” da vítima e do suspeito fossem utilizados para simular a dinâmica, o que não aconteceu.
Além disso, a reconstituição não seguiu para a casa de Maicol, onde foi localizado sangue de Vitória, e nem mesmo para o local onde o corpo foi encontrado. A informação inicial é de que a perícia já teria “informações suficientes” para a realização do laudo.
Essa deve ser a última etapa da investigação a ser anexada no inquérito antes da polícia civil pedir a conversão da prisão de Maicol em preventiva e encaminhar o caso à Justiça. Ele foi indiciado por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.
Vitória Regina foi morta na madrugada de 27 de fevereiro, depois de sair do shopping onde trabalhava. O corpo dela foi encontrado dias depois, em uma área de mata.
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