
Vitória Regina
Reprodução/Brasil Urgente
O inquérito policial sobre o arrebatamento e a morte de Vitória Regina de Souza, de 17 anos, ainda não foi concluído. Mesmo depois de Maicol Antônio Sales do Santos, de 23 anos, ter confessado ser o responsável pelo crime, a polícia segue em busca de respostas para alguns detalhes que ainda levantam dúvidas.
Questionado por jornalistas momentos antes de ser transferido para o CDP de Guarulhos, em São Paulo, Maicol chegou a negar a confissão da autoria do crime.
A investigação questiona o trajeto feito por Maicol depois de encontrar Vitória e, segundo ele, matá-la a facadas dentro do carro, levando o corpo da garota para a área de mata. Os agentes querem saber se o corpo da jovem não foi levado para outro local antes de ser abandonado.
Depoimento
No depoimento, o criminoso apontou para os policiais que, depois de ver a postagem de Vitória nas redes sociais, às 23h21, foi até o ponto de ônibus, porque sabia que ela chegaria pouco depois. Segundo Maicol, quando Vitória chegou ao local, ele a chamou para entrar no carro.
No trajeto, os dois teriam discutido. Em seguida, o homem afirma ter pego a faca que levava no carro e golpeado a vítima. Segundo a perícia, Vitória foi atingida no rosto, no tórax e no pescoço, o que teria provocado muita perda de sangue.
Segundo Maicol, depois de matar Vitória, ele foi de carro até a casa em que morava, colocou o corpo da garota no porta-malas, pegou uma enxada e deixou o local para enterrá-la. Porém, três perícias foram feitas no carro do criminoso, onde foram encontrados vestígios de sangue.
A polícia afirma que o carro foi lavado, mas os peritos usaram o luminol, que ajuda a identificar sangue mesmo em superfícies que tenham sido limpas. Dentro da casa do homem foi identificada uma gota de sangue, no banheiro. Os laudos que vão comprovar se o sangue é da menina ainda não saíram.
Segundo o depoimento de Maicol, ele foi de carro até o local onde o corpo de Vitória foi abandonado, local que fica, mais ou menos, 20 minutos de onde ele estava morando quando o crime aconteceu. Ele teria retirado a garota do porta-malas, assim como suas roupas, deixando-a a apenas de camiseta e sutiã.
Perícia diz que Vitória não foi torturada
A perícia aponta que a jovem foi morta de 5 a 7 dias antes da realização do exame, deixando claro para a polícia que a vítima não foi torturada, e sim morta, provavelmente, no dia que em que desapareceu. No entanto, Vitória, foi encontrada sem os cabelos.
Alguns dias depois, alguns tufos de cabelo foram achados próximo ao local onde ela foi abandonada. No depoimento, Maicol afirma não saber como isso aconteceu.
Um dos pontos que a polícia ainda não conseguiu esclarecer é onde está a arma do crime. Em depoimento, Maicol contou ao delegado que após matar Vitória e abandonar o corpo da garota em uma área de mata, ele teria retornado para casa.
Maicol teria agido sozinho
Mesmo depois de ter apontado que outras duas pessoas poderiam ter ajudado Maicol, a polícia voltou atrás e afirmou que o homem agiu sozinho. Mas a investigação ainda aguarda a extração dos dados dos telefones de pessoas relacionadas ao criminoso, através do programa israelense “celebrite”.
Havia a informação de que o homem teria trocado mensagens com alguém próximo a ele durante toda a madrugada do desaparecimento de Vitória.
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