
Chefe do Comando Vermelho, "Quinzinho" é preso ao tentar fugir do Brasil
Reprodução/Brasil Urgente
Uma operação conjunta entre as polícias civis do Paraná e de Alagoas resultou na prisão de Givaldo Barbosa de França, conhecido como Quinzinho, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho.
O homem, de 44 anos, foi localizado no Sul do país enquanto se preparava para atravessar a fronteira em direção ao Paraguai. Quinzinho figurava na lista dos criminosos mais procurados de Alagoas e possui condenações que somam mais de 40 anos de reclusão por tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma de fogo.
O investigado estava foragido desde 2023, quando rompeu o monitoramento por tornozeleira eletrônica no Nordeste. Durante o período de fuga, Quinzinho buscou refúgio no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, sob a proteção de membros da mesma facção criminosa.
Antes de seguir para o Paraná, ele também circulou pelo interior de São Paulo. De acordo com informações da Polícia Civil de Alagoas, mesmo durante o deslocamento por diferentes estados, o homem mantinha sua influência na quadrilha, sendo responsável pela logística de abastecimento de pontos de venda de entorpecentes em estados nordestinos.
Logística e influência no crime organizado
A prisão interrompe uma trajetória de liderança exercida à distância. A inteligência policial monitorava os passos de Quinzinho desde sua saída do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, a função dele era estratégica para a manutenção das atividades do Comando Vermelho no Nordeste, garantindo o fluxo de materiais ilícitos para as bases regionais da organização. Após a captura em solo paranaense, o preso foi transferido para Alagoas, onde deve cumprir o restante de sua pena em regime fechado.
A periculosidade de Quinzinho o colocava em patamar semelhante a outros nomes monitorados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A lista nacional de procurados considera a ligação direta com facções e o potencial de articulação interestadual.
No cenário atual do crime organizado, nomes como André do Rap e Emílio Gôngorra (o Cigareira) são exemplos de alvos prioritários que, assim como o líder capturado, possuem redes de apoio que facilitam a circulação por diversas regiões do Brasil.
Monitoramento de lideranças
O trabalho de inteligência que levou à prisão de Quinzinho faz parte de um esforço para desarticular a cúpula de facções que operam em escala nacional. No Rio de Janeiro, líderes como Edgar Alves de Andrade, o Doca, e Alvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, permanecem sob vigilância constante das forças de segurança. A mobilidade entre estados, utilizando comunidades como o Complexo do Alemão e a Penha como portos seguros, é uma tática comum entre esses alvos.
Com a prisão de Quinzinho, a polícia espera obter novos dados sobre as rotas de tráfico que ligam o Sudeste ao Nordeste e a fronteira com o Paraguai. A operação reforça a necessidade de cooperação entre as federações para conter o avanço logístico de organizações criminosas que utilizam o território paranaense como ponto de saída do país.
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