A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação, nesta quinta-feira (9), que resultou na morte de Ygor Freitas de Andrade, conhecido como "Matuê", apontado como chefe do tráfico da facção Comando Vermelho nas comunidades da Gardênia Azul e da Cidade de Deus, na Zona Oeste, além de dois de seus seguranças.
O confronto ocorreu na Comunidade da Chacrinha, em Campinho, Zona Norte do Rio. Os agentes foram recebidos a tiros ao ingressarem na comunidade. Uma aeronave da corporação que sobrevoava a área também foi atacada por criminosos armados com fuzis.
Matuê e os dois seguranças, todos feridos, foram levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiram aos ferimentos. A Polícia Civil classifica a morte do traficante como um "baque" para o Comando Vermelho, mas reitera que a ação para desestruturar a facção continua.
O histórico de "Matuê" e os detalhes da Operação Contenção
Ygor Freitas de Andrade, o Matuê, era o alvo central da operação, que se configura como mais uma fase da chamada Operação Contenção. O objetivo desta força-tarefa é frear o avanço territorial do Comando Vermelho na Zona Oeste da capital fluminense, região que tem sido palco de disputa por território.
De acordo com informações do secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, Matuê era considerado a liderança da facção na Gardênia e na Chacrinha, sendo o responsável por "recrutar" traficantes para participar de confrontos com grupos rivais. "Ele era a liderança da Gardênia e da Chacrinha, era um ponto de onde partiam para a expansão territorial. O Matuê também era o homem de guerra do Comando Vermelho, que puxava os marginais, e ele liderava essas ofensivas terroristas”, explica Curi.
O traficante possuía um extenso histórico criminal, com três mandados de prisão em aberto e onze anotações criminais. Ele também era suspeito de envolvimento na morte do policial civil José Antônio Lourenço, da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), em maio deste ano, na Cidade de Deus.
A operação desta quinta-feira envolveu agentes da CORE, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil.
O delegado Fabrício Oliveira, da CORE, destaca que, apesar da importância da "neutralização" de um indivíduo que "comandava guerras" e considerado violento, a Polícia Civil segue atenta à dinâmica do tráfico. "A gente sabe que a substituição é muito rápida, a Polícia Civil tá acompanhando para ver como fica a configuração", afirma Oliveira, indicando que o trabalho da corporação para monitorar a reestruturação da facção continua.
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