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Com fuzis e pistolas, quadrilha rouba carga de remédios para câncer no Rio

Imagens registradas por câmeras de segurança mostram ações violentas; esquema criminoso recolocava medicamentos no mercado por meio de licitações públicas

Marcus Sadok
MARCUS SADOK

22/07/2026 • 17:01 • Atualizado em 22/07/2026 • 17:18

Câmeras de segurança e investigações policiais registraram a ação de uma quadrilha especializada no roubo de cargas de medicamentos de alto custo, no Rio de Janeiro. O grupo criminoso tinha como alvo principal remédios destinados ao tratamento de câncer, gerando um prejuízo bilionário e colocando em risco o abastecimento da rede de saúde.

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Imagens de ações armadas impressiona

As imagens obtidas pela investigação mostram abordagens violentas executadas por criminosos armados com fuzis e pistolas. Em um dos flagrantes, bandidos a bordo de um veículo em alta velocidade efetuam disparos para fora da janela para intimidar motoristas e equipes de escolta armada.

Durante as abordagens, os agentes de segurança particular que faziam a escolta das cargas foram rendidos e forçados a se afastar, sem margem para reação devido ao alto poder de fogo dos assaltantes. Com o uso de ferramentas como pés de cabra, os criminosos arrombavam os cadeados dos caminhões para descarregar paletes inteiros de medicamentos.

Do Complexo da Maré para licitações públicas

Após o roubo, o material era transportado e transbordado no Complexo da Maré. A partir da favela, a engrenagem do crime organizado utilizava "laranjas" e empresários de fachada para reinserir os remédios no mercado formal.

Como funcionava o esquema

As empresas de fachada participavam de licitações para vender os próprios medicamentos roubados de volta ao poder público e a instituições de saúde.

O esquema criminoso movimentou bilhões de reais ao longo de suas operações, permitindo que a quadrilha adquirisse bens de alto valor, como carros importados de luxo, apreendidos durante as investigações policiais.

As autoridades seguem investigando o alcance do grupo e os contratos públicos vinculados às empresas utilizadas pela organização criminosa.