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Operação desarticula quadrilha de desvio de remédios oncológicos

Ação integrada entre polícias de quatro estados cumpre mandados contra rede criminosa liderada por empresário paulista, que movimentou mais de R$ 33 milhões.

Da redação
DA REDAÇÃO

21/07/2026 • 13:55 • Atualizado em 21/07/2026 • 13:55

Uma operação policial deflagrada para desarticular uma rede criminosa especializada no roubo, desvio e receptação de medicamentos oncológicos e de alto custo revelou um esquema sofisticado com ramificações no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará.

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O Modus Operandi e os Núcleos da Quadrilha

Segundo as investigações da Polícia Civil, o grupo atuava de forma altamente organizada, dividida em quatro frentes principais:

Núcleo de Suporte Territorial: Composto por chefes do tráfico de drogas da facção Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo da Maré (zona norte do Rio de Janeiro), que davam cobertura e permitiam que as cargas roubadas fossem levadas para o interior da comunidade para o transbordo.

Núcleo Operacional: Responsável pelas abordagens violentas e sequestros de caminhoneiros nas rodovias, utilizando informações privilegiadas repassadas por funcionários de empresas de transporte.

Núcleo Logístico e Financeiro: Encarregado de transportar a carga roubada e escoá-la por meio de cerca de 25 empresas de fachada controladas por laranjas, principalmente no estado de São Paulo.

Escoamento e Receptação: As empresas de fachada utilizavam notas fiscais e documentos falsificados para reinserir os remédios furtados — que muitas vezes não possuíam numeração de rastreio visível — no mercado, revendendo-os tanto para hospitais privados quanto aplicando golpes em licitações de redes públicas de saúde.

Prisões e Impacto

Em dois anos de atuação investigada desde 2024, a quadrilha realizou mais de 40 roubos de cargas, movimentando cifras superiores a R$ 33 milhões.

Na operação realizada nos quatro estados, a polícia conseguiu efetuar cinco prisões. Entre os detidos está Stefano Montovani Fernandes, apontado como o chefe do esquema criminoso. Ele foi preso em São Paulo e já possuía antecedentes criminais por idênticos crimes de desvio de cargas de medicamentos oncológicos, tendo retornado à prática delitiva após ser solto anteriormente. As investigações continuam para identificar demais envolvidos a partir da análise dos materiais apreendidos nos mandados de busca.