
Costureira do crime é presa por fornecer fardas da Polícia Civil para facção no ES
Reprodução/Brasil Urgente
Uma costureira de 46 anos foi presa em Vila Velha, na Região Metropolitana de Vitória (ES), sob acusação de produzir e fornecer fardamentos da Polícia Civil do Espírito Santo para membros de uma facção criminosa local, o Terceiro Comando Puro (TCP). A detenção ocorreu durante uma operação policial que resultou na prisão de mais quatro indivíduos ligados à facção.
Segundo as investigações, a mulher era a responsável por confeccionar os uniformes, que eram utilizados pelos traficantes em meio a uma guerra territorial que tem colocado moradores da região sob fogo cruzado.
No decorrer da operação, a polícia apreendeu os materiais ilícitos, chegando à costureira. Na casa de um dos outros quatro presos, os agentes encontraram um quilo de cocaína e dinheiro em espécie. A costureira vai responder por associação ao tráfico de drogas e já possuía passagens pelo mesmo tipo de crime.
Fardas usadas em conflitos e execuções
Câmeras de segurança registraram criminosos usando as fardas da Polícia Civil, circulando armados pelas ruas de Vila Velha. A polícia aponta que os uniformes de agentes de segurança pública são usados de maneira estratégica pelos criminosos para se aproximarem de grupos rivais, simulando uma ação policial e gerando preocupação nas forças de segurança de todo o país.
A investigação indica que dois menores de idade, que assassinaram a adolescente Sophia Vial da Silva, de 15 anos, e a manicure Andreza da Silva Conceição, de 31, em agosto deste ano, pertencem ao mesmo bando que utiliza os fardamentos. As vítimas foram mortas durante uma disputa territorial entre traficantes, e no confronto, mais duas crianças foram baleadas.
Caso Semelhante em Belo Horizonte
O uso de fardas por criminosos também foi registrado em Belo Horizonte, Minas Gerais. Dois indivíduos de 19 e 25 anos foram presos após a polícia encontrar com eles cinco fardas originais do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar Mineira.
Um dos detidos confessou ter ligação com o Comando Vermelho, a maior facção do Rio de Janeiro. Além dos uniformes, a polícia apreendeu com a dupla drogas, coletes balísticos, três armas de fogo com munições e rádios comunicadores. A suspeita é de que os criminosos se preparavam para atacar um grupo rival disfarçados de falsos policiais, em uma tática de ação tática do crime organizado.
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