Brasil Urgente

Criminoso de facção ligada ao PCC é executado com próprio fuzil no Paraguai

Julio César Ortega Servián foi morto com o próprio fuzil após reagir durante ataque em área de fronteira

Felipe Garraffa
FELIPE GARRAFFA

12/08/2026 • 19:18 • Atualizado em 13/08/2026 • 01:33

Um suspeito apontado como integrante de uma facção criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foi executado com o próprio fuzil durante um ataque na região de fronteira entre o Paraguai e o Brasil. O homem foi identificado pelas autoridades como Julio César Ortega Servián, de 26 anos.

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A ação foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram dois homens chegando ao local em uma motocicleta. O garupa desembarcou armado e efetuou disparos contra um grupo de pessoas que estava na rua. Um homem morreu no local e os demais tentaram fugir para escapar dos tiros.

Ao retornarem para continuar os disparos, os atiradores foram surpreendidos por uma das vítimas, que reagiu, sacou uma pistola e atingiu o homem que portava o fuzil.

Reação e apreensão de arsenal da facção

Diante do confronto, o comparsa abandonou o parceiro ferido e fugiu do local na motocicleta. Os sobreviventes do ataque agrediram o atirador caído com socos e utilizaram o fuzil do próprio grupo criminoso para matá-lo.

A investigação policial apurou que Julio César Ortega Servián já era monitorado pelas autoridades locais por seu envolvimento com o crime organizado na região.

Conexão com a liderança do narcotráfico

Julio César constava no organograma de inteligência elaborado pelo Exército do Paraguai como integrante do clã chefiado por Felipe Santiago Acosta Riveros, conhecido pelo apelido de "Macho". Aos 44 anos, Acosta Riveros é apontado como líder de uma organização responsável pelo narcotráfico e pelo tráfico de armas na fronteira paraguaia com o estado de Mato Grosso do Sul. Ele figura entre os criminosos mais procurados do Paraguai.

De acordo com as investigações, a estrutura chefiada por Macho mantém aliança direta com o PCC, atuando como fornecedora de armamento pesado e entorpecentes para a facção brasileira.

O mapeamento das autoridades indica ainda a participação do brasileiro Ricardo Luiz Picolotto, conhecido como R7, apontado como sócio de Macho na articulação para o envio de armas. Picolotto foi preso em dezembro de 2023 em uma operação conjunta entre a Polícia Nacional do Paraguai e a Polícia Federal do Brasil. Mesmo detido, ele segue citado nos inquéritos sobre a rede que atua no limite entre os dois países.