Um doleiro de 61 anos, identificado como Luis Francisco Caselli, foi executado a tiros na região do Tatuapé, zona leste de São Paulo, na última terça-feira (25). O ataque, registrado por câmeras de segurança , ocorreu quando a vítima reduzia a velocidade do seu veículo em uma rua do bairro. Caselli foi levado ao Hospital do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos.
As imagens mostram uma dupla em uma motocicleta se aproximando do carro blindado da vítima. O garupa se inclina e troca algumas palavras com o motorista pela janela, que estava aberta. Imediatamente após a breve interação, o atirador dispara três vezes contra Caselli.
Depois de balear o doleiro, o atirador desce da motocicleta, se dirige à parte traseira do carro e se abaixa para vasculhar a estrutura inferior do veículo. Segundo a Polícia Civil, o suspeito buscava um rastreador que estaria preso ao carro. Embora tente puxar e examinar o local, o atirador não consegue remover o equipamento e foge em seguida com o comparsa.
Mesmo atingido, a vítima ainda permaneceu desorientado no volante, e o carro seguiu desgovernado até colidir com um veículo estacionado na rua. Moradores acionaram o socorro.
Investigação foca em rastreador e histórico da vítima
A Polícia Civil de São Paulo concentra as investigações na análise do rastreador e de outros itens. O rastreador, que os suspeitos tentaram remover sem sucesso, foi recolhido para ser submetido à perícia. Além do dispositivo, a polícia encontrou uma agenda dentro do carro da vítima.
Caselli acumulava um histórico de 20 anotações criminais por estelionato. A trajetória profissional do doleiro é descrita como "nebulosa". Nos anos mais recentes, ele se apresentava em alguns círculos como advogado e lobista, mas não possuía registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele também atuava no comércio.
As autoridades buscam identificar os envolvidos.
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