Brasil Urgente

El Monstruo: polícia acredita que criminoso esteja escondido sob a proteção do PCC

Brasil Urgente foi até o apartamento em Suzano, na capital paulista, onde houve confronto entre a polícia e os bandidos durante a operação para prender o chefe da facção

MARCELO MOREIRA

18/04/2025 • 18:38 • Atualizado em 18/04/2025 • 18:38

A polícia de São Paulo acredita que o criminoso El Monstruo continua escondido na Grande São Paulo sob a proteção do PCC, grupo parceiro da facção peruana. Por isso, a caçada continua. O Brasil Urgente foi até o apartamento em Suzano, na capital paulista, onde houve confronto entre a polícia e os bandidos durante a operação para prender o chefe da facção.

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Erick Moreno Hernandez, o El Monstruo, é um dos criminosos mais procurados do Peru. A polícia chegou até o apartamento, em Suzano, depois de receber informações do governo peruano, que chegou a oferecer uma recompensa milionária a quem passar detalhes sobre o paradeiro do criminoso, que segue foragido.

No confronto em Suzano, o sargento do Choque, Rafael Vilordes, foi baleado na cabeça e morreu. Ele foi enterrado nesta quinta-feira com honras militares. Outro sargento foi atingido no braço e não corre risco de morte.

Até o momento, dois peruanos morreram no tiroteio, entre eles, Jhan Paul Gueveras Davalos. O irmão dele, Jhan Pierre, e a namorada, tinham sido detidos em uma estrada na região de Suzano e acabaram levando os policiais do Choque até o apartamento onde houve confronto.

Jhan Pierre foi levado, nesta quinta-feira (17), para a delegacia de Cotia, também na Grande São Paulo. Ele responde a dois processos e tinha duas prisões em aberto. Uma por assassinato e outra por sequestro

Criminoso violento, principal característica da facção criminosa peruana, Jhan Pierre fazia ameaças aos rivais através de vídeos trocados em aplicativos de mensagens. Em uma imagem, ele aparece portando uma arma e, ao fundo, mostra pacotes com drogas. Integrante da quadrilha de El Monstro, ele executou um compatriota no ano passado, também em São Paulo.

A execução do homem foi gravada por um comparsa, prática comum entre os membros da facção. Meses depois, a mulher do homem assassinado foi sequestrada e levada para o extremo leste da capital paulista. Ela passou dias em uma casa e seria morta em breve, mas os sequestradores foram presos pela polícia.

Enquanto segue preso em São Paulo, Jhan aguarda uma decisão da Justiça brasileira para ser extraditado ao Peru a pedido do governo local.

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