O empresário Marcelo Magalhães foi vítima de uma emboscada articulada por um conhecido e acabou morto em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo. As forças de segurança mantêm operações no leito de um córrego local nesta segunda-feira (20) para tentar localizar os restos mortais da vítima.
A investigação aponta que um homem, identificado como Lucas, convidou a vítima para ir até a residência dele, em uma comunidade de Carapicuíba. Ao ingressar no imóvel, dois homens surpreenderam o empresário, que acabou amarrado com fios elétricos e amordaçado por cerca de duas horas em um cativeiro.
Homem foi executado na margem de córrego
Durante o período de cárcere, os suspeitos agrediram a vítima e efetuaram transferências bancárias que somaram R$ 8 mil a partir da conta do empresário. Na sequência, o grupo colocou Marcelo no banco traseiro do próprio veículo e o conduziu até uma área de mata perto de um lava-jato.
Os criminosos obrigaram a vítima a caminhar até a margem de um córrego e executaram o empresário no local. A Polícia Civil não trata o episódio como latrocínio, mas como homicídio qualificado, sob o entendimento de que a intenção do grupo desde o início era matar a vítima.
O Corpo de Bombeiros, acompanhado pela Polícia Militar e pela Guarda Civil Municipal, realiza varreduras em uma área de mata e no leito do córrego onde a execução ocorreu. As operações concentram-se na calha do rio a partir de dados fornecidos por suspeitos que já foram detidos.
A principal hipótese de trabalho do Corpo de Bombeiros é de que a correnteza tenha deslocado o corpo ou que a vítima esteja presa à vegetação das margens. A estiagem recente na Grande São Paulo reduziu a vazão do córrego, o que facilita o acesso dos militares ao canal.
Vítima foi gravada em cativeiro
Imagens registradas pelos investigados mostram a vítima presa no cativeiro e um dos suspeitos sobre o teto do carro de luxo de Marcelo. A perícia identificou marcas de chinelo na lataria do automóvel, que o grupo abandonou posteriormente na região.
Anderson, amigo e sócio da vítima em uma empresa demolidora, relatou em entrevista que Marcelo costumava prestar auxílio financeiro a pessoas que apresentavam relatos de necessidade. O sócio afirmou que o suspeito identificado como Lucas valia-se dessa característica para solicitar valores e realizar extorsões periódicas. “Ele tinha um coração muito bom e se aproveitaram dele", diz ao Brasil Urgente.
A apuração indica que o empresário já demonstrava desgaste com as cobranças do suspeito, circunstância que motivou o plano criminoso. Anderson revelou que familiares do suspeito figuraram como destinatários das transferências bancárias tiradas da conta da vítima durante a ação no cativeiro.
O sócio disse ter desconfiado de uma pessoa próxima desde o primeiro momento porque Marcelo havia adquirido um carro blindado no mês de abril para reforçar a segurança e não abriria as portas do veículo a estranhos. Anderson relatou também que a vítima enfrentava quadros frequentes de ansiedade desde a morte de sua filha de 1 ano e 8 meses, vítima de câncer há três anos. Três suspeitos permanecem detidos à disposição das autoridades.
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