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Esposa de líder do ‘Los Pulpos’ é presa e extraditada

Acompanhada pela Interpol, Keysi Salvatierra Vigo chegou ao Peru após ser capturada na Bolívia; ela é suspeita de sequestros e atentados contra o Estado.

Da redação
DA REDAÇÃO

06/02/2026 • 18:32 • Atualizado em 06/02/2026 • 18:32

Esposa de líder do ‘Los Pulpos’ é presa e extraditada

Esposa de líder do ‘Los Pulpos’ é presa e extraditada

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A polícia do Peru concluiu a extradição de Keysi Alessandra Salvatierra Vigo, de 29 anos, apontada como uma das principais operadoras da organização criminosa "Los Pulpos". Capturada em La Paz, na Bolívia, a mulher é companheira de Jhonsson Smit Cruz Torres, o "Jhonsson Pulpo", atual líder da facção e considerado o criminoso mais perigoso em atividade no território peruano.

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Keysi Salvatierra desembarcou em Lima sob custódia policial após quatro anos de buscas internacionais. Segundo as investigações da Polícia Nacional do Peru, ela desempenhava funções estratégicas no grupo, atuando desde a gestão financeira e vigilância de vítimas até a execução direta de crimes com uso de armamento pesado.

Atentados e sequestros em Trujillo

A organização "Los Pulpos", originária do norte do Peru, é descrita pelas autoridades como a facção mais sanguinária da região. Keysi é investigada por participação direta no atentado a bomba contra a sede do Ministério Público em Trujillo e no sequestro de Alan Ríos Guevara, filho de uma vereadora da cidade de El Porvenir, em 2021.

No caso do sequestro, os criminosos exigiram um resgate de US$ 500 mil. A investigação aponta que Keysi atuou como "olheira", selecionando a vítima pela condição financeira e monitorando seus passos antes da abordagem. Ela nega todas as acusações e afirma ser inocente das participações em ataques contra instituições estatais.

O líder da quadrilha, Jhonsson Pulpo, conseguiu escapar da operação na Bolívia, deixando para trás a esposa e o filho pequeno. O governo peruano oferece uma recompensa de meio milhão de soles por informações que levem ao paradeiro do foragido, que teria alterado sua aparência física para evitar a identificação.

O avanço das mulheres no crime organizado

A prisão de Keysi Salvatierra reforça um fenômeno observado por autoridades de segurança na América Latina: o aumento da participação feminina em cargos de liderança ou operacionais dentro de facções. Para a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o movimento é visto com preocupação e reflete uma mudança na estrutura das organizações.

Historicamente, muitas mulheres entravam para o crime por influência de companheiros, inicialmente cuidando apenas da parte logística ou financeira. No entanto, casos recentes no Peru, na Bolívia e no Brasil mostram que jovens têm assumido protagonismo nas ações violentas e na ostentação de poder em redes sociais.

No Brasil, casos como o de Bianca, conhecida como "Filhinha do 41", e da "Coreana", presa no Piauí, ilustram essa tendência. Ambas utilizavam a internet para exibir armamentos de guerra e exaltar a atuação em facções como o Comando Vermelho. A polícia segue monitorando o uso de plataformas digitais para o recrutamento e promoção de atividades ilícitas.

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