
Drogas encontrada em presídio no Paraguai
Reprodução/Band
Uma investigação conduzida pela Europol, a agência policial da União Europeia, revela um esquema estruturado de intercâmbio de entorpecentes entre organizações criminosas brasileiras e europeias. De acordo com o relatório da agência, grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) enviam carregamentos de cocaína para o continente europeu e, em contrapartida, recebem drogas sintéticas, principalmente ecstasy, para distribuição no mercado brasileiro.
A operação, considerada a maior do bloco europeu no combate ao tráfico de drogas sintéticas, resulta de uma investigação complexa iniciada há mais de um ano. O trabalho envolveu agentes de segurança de seis países e culminou na prisão de 20 suspeitos na Polônia e na Alemanha.
Entre os detidos, as autoridades identificaram dois líderes de uma organização criminosa especializada na importação de insumos químicos essenciais para a fabricação desses entorpecentes em laboratórios clandestinos.
Desarticulação de laboratórios e logística do tráfico
Durante a ação policial, 50 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, resultando na desarticulação de quatro centros de distribuição de drogas na Europa. A investigação detalha que o esquema opera como um mercado de troca direta, onde a droga atua como a principal moeda entre as facções.
O levantamento da Europol indica que, em um período de três anos, as remessas de ecstasy enviadas da União Europeia para a América Latina somaram mais de uma tonelada. O Brasil é apontado como um dos destinos prioritários desse fluxo. A logística do crime utiliza diferentes frentes para a entrada dos materiais em território brasileiro, com destaque para o monitoramento rigoroso necessário em portos, aeroportos e na rede de serviços postais.
Fiscalização e rotas internacionais
A apuração indica que, em muitos casos registrados, a droga circula de forma fracionada através dos Correios e de terminais aeroportuários. O relatório também destaca que a coordenação da produção ocorre em laboratórios clandestinos de alta tecnologia na Europa, financiados pelo lucro obtido com a venda da cocaína enviada a partir de portos brasileiros.
A Europol mantém o intercâmbio de informações com as autoridades brasileiras para identificar os braços financeiros e logísticos dessas facções que operam nos dois lados do Atlântico. A investigação segue em curso para identificar outros integrantes do alto escalão das organizações envolvidas no esquema internacional.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber
