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Ex-mulher de empresário executado em Osasco (SP) passa a ser investigada

Reviravolta no caso do dono de lava-rápido morto a tiros: polícia suspeita de emboscada planejada e questiona versão sobre celular "perdido"

Rafael Batalha
RAFAEL BATALHA

03/12/2025 • 17:21 • Atualizado em 03/12/2025 • 17:21

Uma informação aponta uma nova direção nas investigações sobre a morte do empresário José Leandro, dono de um lava-rápido em Osasco. A ex-mulher da vítima passou a ser investigada formalmente pela polícia e pode ter participação no crime.

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A Execução

Imagens de câmeras de segurança, datadas de 24 de novembro de 2025 (conforme registro no vídeo), mostram o momento exato do crime. José Leandro chega ao seu estabelecimento dirigindo um carro prata de luxo. Ao desembarcar, ele é surpreendido por um atirador que estava agachado, escondido atrás de um caminhão estacionado.

O criminoso se aproxima e dispara contra a cabeça do empresário. Um segundo suspeito dá cobertura à ação. Após a execução, a dupla foge em um veículo que, segundo a polícia, era conduzido por uma terceira pessoa — este motorista já foi preso.

A Ex-mulher na Mira da Polícia

Inicialmente tratada como testemunha, a ex-esposa de José Leandro entrou no radar dos investigadores por dois motivos principais:

  1. Último Contato: Segundo o apresentador Felipe Garraffa, foi ela quem chamou o empresário para ir até a casa dela pouco antes do crime, dizendo: "Vem aqui, preciso conversar com você". Ela teria sido a última pessoa a ter contato com a vítima, o que levanta a suspeita de que a vítima foi atraída para uma emboscada.
  2. O Celular "Perdido": Ao ser solicitada a entregar seu aparelho celular para perícia, a mulher alegou aos policiais que havia perdido o telefone durante uma corrida de carro por aplicativo. A polícia desconfiou da versão.

Fuga e Busca e Apreensão

Diante das inconsistências, a polícia retornou à residência da ex-mulher para cumprir um novo mandado de busca e apreensão, visando localizar o aparelho supostamente perdido. No local, os agentes encontraram apenas os filhos do casal. O pai da suspeita informou que não via a filha e que ela teria ido para a casa de uma amiga. Desde então, a polícia não teve mais informações sobre o paradeiro dela.

Mudança na Linha de Investigação

Com os novos fatos, a tese inicial de latrocínio (roubo seguido de morte) foi praticamente descartada. As autoridades agora tratam o caso como um homicídio premeditado e planejado, onde a ex-mulher é investigada não apenas por participação, mas possivelmente como mandante da execução.

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