Uma reconstituição tecnológica detalhada, baseada nos laudos periciais, trouxe novas evidências sobre a morte da PM Gisele, reforçando a tese de homicídio. As imagens exclusivas obtidas pelo Brasil Urgente mostram a dinâmica do crime e indicam que a cena encontrada inicialmente teria sido forjada.
A dinâmica do disparo
A análise técnica aponta que o autor do crime teria segurado a vítima por trás, em um movimento semelhante a uma ‘gravata’, utilizando a mão esquerda para imobilizar o rosto de Gisele pelo maxilar. Essa conclusão baseia-se em marcas de quatro dedos encontradas no lado direito da face da policial.
O disparo foi efetuado com a mão direita na região da têmpora. A angulação da entrada do projétil no crânio, revelada pela perícia, é compatível apenas com essa posição de imobilização traseira, e não com um disparo efetuado pela própria vítima.
Cena do crime adulterada
A reconstituição também contesta a posição em que o corpo e a arma foram encontrados. De acordo com os peritos, após um disparo com aquela empunhadura e naquela região da cabeça, seria impossível o corpo cair da maneira registrada nas fotos iniciais.
Um dos pontos de maior contestação é o fato de a arma ter sido encontrada colocada sobre a coxa da vítima. A simulação pericial demonstra que essa configuração é fisicamente improvável após o recuo de um disparo real, indicando que o objeto foi posicionado ali deliberadamente para simular um suicídio.
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