
Polícia do Rio de Janeiro
Reprodução/Agência Brasil
O funkeiro Ewerton Luiz da Silva Chagas, conhecido como Tonzão e por integrar o grupo Os Havaianos, foi preso em flagrante suspeito de agredir a esposa grávida, Débora Barreto, na noite de sábado, em casa, na Taquara, zona oeste do Rio de Janeiro. Na audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva.
Tonzão é um dos nomes conhecidos do funk carioca e ganhou projeção nacional pelos passinhos do grupo Os Havaianos. Agora, ele responde a uma investigação por violência doméstica contra a companheira, que está no sexto mês de gestação.
Vídeo registra agressão e tentativa de chute
Segundo a polícia, Débora Barreto filmou o marido visivelmente alterado dentro do imóvel na Taquara. No vídeo, ao qual a reportagem teve acesso, o cantor aparece discutindo com a esposa e, em determinado momento, tenta desferir um chute em sua direção.
As imagens mostram que o golpe passa muito perto da vítima e quase atinge a barriga da gestante. No vídeo, Débora relata o que está acontecendo e repete, em tom de desespero, que o chute quase acertou sua barriga.
Prisão preventiva e investigação da Delegacia da Mulher
Após a gravação das agressões, a polícia foi acionada e o funkeiro acabou preso em flagrante por violência doméstica. O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher, responsável pela investigação.
Em audiência de custódia realizada no Tribunal de Justiça do Rio, o juiz converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Com isso, Tonzão permanece detido por tempo indeterminado enquanto o inquérito policial é concluído e o Ministério Público decide se apresenta denúncia.
A Delegacia de Atendimento à Mulher apura o crime como violência doméstica e familiar contra a mulher. Os investigadores analisam os vídeos e depoimentos colhidos para definir a responsabilização do cantor.
Vítima relata agressões anteriores e atendimento no hospital
Em depoimento à polícia, Débora contou que o marido faz uso de bebida alcoólica e drogas e que já foi agredida cerca de dez vezes. Ela afirmou ainda que já havia registrado uma ocorrência anterior por agressão contra Tonzão.
Após o episódio mais recente, a vítima procurou atendimento médico. Em relato gravado no hospital, ela disse que sentiu fortes dores e temeu perder o bebê por conta das agressões. A gestante contou que precisou ser medicada e permanecer em observação. O caso tramita sob sigilo no Tribunal de Justiça do Rio, e detalhes do processo não são divulgados. A Delegacia de Atendimento à Mulher segue colhendo novos elementos para concluir o inquérito.
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