
GCM de São Vicente é morto com tiro na cabeça em rodovia no litoral de SP
Band TV
As autoridades policiais investigam as circunstâncias da morte do guarda civil municipal Flávio Roberto Soares Carvalho, de 54 anos, ocorrida na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. O agente, que integrava a corporação de São Vicente há 23 anos, foi localizado sem vida na altura do KM 285,5, na área continental do município, no litoral sul de São Paulo. O corpo estava caído sobre a própria motocicleta às margens da pista.
A ocorrência mobiliza equipes da Polícia Civil e da Guarda Civil Municipal (GCM) na busca por suspeitos. Inicialmente, um motociclista que passava pelo local acionou o resgate e a Polícia Militar acreditando tratar-se de um acidente de trânsito. No entanto, a equipe de socorro constatou que Flávio apresentava perfurações por arma de fogo na cabeça e nas costas.
Dinâmica do crime e itens levados
No local do crime, a perícia recolheu uma cápsula deflagrada e outra intacta, além de material biológico para futuros confrontos genéticos. O cenário apresenta elementos que intrigam os investigadores: embora o capacete do guarda e sua arma funcional — uma pistola nove milímetros — tenham sido levados, outros objetos de valor permaneceram com a vítima.
Junto ao corpo, os agentes encontraram um envelope contendo R$ 1 mil em espécie, além do celular e da carteira de Flávio. O coldre na cintura do GCM estava vazio, reforçando a tese de que os autores do crime subtraíram o armamento após os disparos. A investigação trabalha com a tipificação de latrocínio (roubo seguido de morte), mas a hipótese de execução não é descartada, especialmente pela possibilidade de o crime ter sido motivado pela função de agente de segurança exercida pela vítima.
Histórico e investigação
Flávio Roberto estava de folga no momento do ataque. Ele retornava de uma visita a um afilhado em Cubatão e seguia em direção a sua residência, em Mongaguá, quando foi interceptado na rodovia. A origem da quantia em dinheiro encontrada com ele ainda é desconhecida pela polícia.
Dentro da corporação, Flávio era uma figura respeitada, atuando como instrutor do canil e especialista no treinamento de cães e agentes para operações especiais. O comandante da GCM, Rubens Goes, afirma que a inteligência da guarda auxilia a Polícia Civil nos trabalhos para elucidar o caso o mais breve possível.
Atualmente, a equipe de investigação busca imagens de câmeras de monitoramento da concessionária que administra a rodovia e de empresas situadas nas proximidades para identificar a rota de fuga dos envolvidos. Flávio Roberto não tinha filhos e foi enterrado no Cemitério Memorial Vicentino, em cerimônia organizada por seus colegas de farda.
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