Diante de um cenário de guerra que paralisou partes do Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro concedeu uma entrevista exclusiva ao programa "Brasil Urgente" para defender a megaoperação policial, classificada por ele como "a maior da história do Rio de Janeiro". Com um tom firme, ele atualizou os números da ação: mais de 60 criminosos mortos, 81 prisões e 75 fuzis apreendidos, mas iniciou sua fala prestando solidariedade às famílias dos quatro policiais — dois civis e dois militares — que perderam a vida no confronto.
"Queria me solidarizar com as famílias dos nossos quatro policiais que perderam a sua vida hoje para proteger a sociedade. Meu coração chora", declarou o governador.
Castro detalhou que a operação foi meticulosamente planejada ao longo de 60 dias, resultado de um ano de investigação e realizada em cumprimento a ma
ndados judiciais, com o acompanhamento do Ministério Público. Ele destacou que a ação não visava apenas criminosos locais, mas também bandidos de outros estados que se escondiam na região.
"É um duro golpe nessa facção que, sobretudo, segundo relatório do CNJ de 2023, depois da ADPF [decisão do STF que restringiu operações em favelas], foi a facção criminosa que mais cresceu no Brasil", afirmou, justificando a necessidade da ofensiva. Ele ressaltou que a expansão do grupo afetou a segurança em diversas cidades do estado, como Angra, Búzios e Macaé.
O governador garantiu que as forças de segurança não irão recuar diante das retaliações do crime organizado, que tentou fechar vias em outras partes da cidade. "A polícia não vai retroceder. A vida, em breve, vai começar a voltar ao normal", assegurou, informando que o policiamento foi reforçado em toda a cidade para frustrar novas tentativas de ataque.
A operação, que mobilizou 2.500 agentes em uma área de mais de 9 mil km², foi descrita como um verdadeiro combate, diferente de ações anteriores. "Essa operação vai entrar para a história porque ela fez o verdadeiro combate", concluiu Castro, reafirmando o compromisso de seu governo em enfrentar a criminalidade de forma enérgica.
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