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Gritzbach: quase um ano após a morte de delator do PCC, mandantes do crime seguem foragidos

Emilio Carlos Gongorra Castilho, o 'Cigarreira', e Diego dos Santos Amaral, o 'Didi', são apontados como mentores do homicídio de Vinícius Gritzbach

Da redação
DA REDAÇÃO

03/11/2025 • 17:45 • Atualizado em 03/11/2025 • 17:45

Gritzbach: quase um ano após a morte de delator do PCC, mandantes do crime seguem foragidos

Gritzbach: quase um ano após a morte de delator do PCC, mandantes do crime seguem foragidos

Reprodução/Band

Quase um ano após o assassinato do empresário Vinícius Gritzbach no Aeroporto Internacional de Guarulhos, a polícia de São Paulo ainda busca pelos supostos mandantes do crime. Emilio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como 'Cigarreira', e Diego dos Santos Amaral, o 'Didi', são identificados nas investigações como os mentores intelectuais do homicídio do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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A apuração do caso, acompanhada pelo Brasil Urgente, revela que 'Cigarreira' e 'Didi' se esconderam na Vila Cruzeiro, parte do Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. Este local foi recentemente alvo de uma megaoperação policial que resultou em 121 mortes. A Polícia de São Paulo monitorava de perto a ação no Rio de Janeiro, visto que o Comando Vermelho, facção criminosa dominante na região, costuma abrigar criminosos aliados de diversos estados.

Além dos dois principais foragidos, Kauê do Amaral Coelho, primo de 'Didi' e apontado como o olheiro do crime, também segue sem ser capturado. Imagens de segurança o mostram supostamente alertando os atiradores sobre o desembarque do empresário no aeroporto.

A Complexa Rede de Envolvidos e as Prisões Realizadas

O assassinato de Vinícius Gritzbach desvendou um esquema mais amplo envolvendo lavagem de dinheiro, crime organizado e corrupção de agentes públicos, conforme o apurado pela investigação. Nove dias antes de ser morto, o empresário havia delatado policiais civis que investigavam a morte de Anselmo Cara Preta, crime no qual Gritzbach era suspeito.

A operação policial culminou na prisão de diversas pessoas que teriam participado diretamente ou auxiliado no atentado em Cumbica. Entre os presos estão a modelo Jaqueline Leite Moreira, namorada de Kauê, que teria ajudado na fuga do companheiro; Matheus Mota, que emprestou veículos utilizados pelos envolvidos; e os irmãos Marcos e Matheus Brito, que auxiliaram na fuga dos criminosos. Tiago Ramos, que deu carona para Kauê até o Rio de Janeiro, responde pelo crime em liberdade.

O grupo de atiradores que executou Gritzbach no aeroporto e o motorista do carro são identificados como policiais militares. Três PMs estão presos por homicídio. Além deles, outros 18 policiais militares estão detidos por, supostamente, realizarem a escolta de criminosos e venderem informações privilegiadas para o crime organizado.

As autoridades também prenderam o delegado e quatro investigadores por crimes de extorsão, lavagem de dinheiro e corrupção policial. O advogado Ahmed Hassan Saleh e os empresários Ademir Pereira e Robinson Granjer, o 'Molly', também estão presos, acusados de envolvimento no esquema. Outros três empresários e quatro policiais são investigados, mas permanecem em liberdade até o momento. A Polícia Civil mantém os esforços para localizar e prender os mandantes do assassinato e o olheiro do crime.