
Guerra de facções deixa mortos no ES; inocente é atingida por bala perdida
Reprodução/Brasil Urgente
Um tiroteio provocado pela guerra entre facções e pela disputa de território deixou três mortos e seis baleados em Vila Velha, Espírito Santo. As imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que os atiradores chegam ao local, em frente a uma distribuidora de bebidas, por volta das 23h. Os criminosos saem do carro atirando assim que identificam os alvos.
Segundo o Departamento de Homicídios do Espírito Santo, a motivação do crime está relacionada à disputa por pontos de tráfico de drogas. O inquérito foi concluído, e a Polícia Civil identificou o mandante do ataque e os executores.
Vítimas com e sem envolvimento no crime
Entre as vítimas fatais, duas eram suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas. Marcos Vinicius, que usava uma camiseta vermelha, foi atingido primeiro e recebeu nove disparos. Marcelo Henrique, de boné branco, tentou fugir, mas foi alvejado por 14 disparos e morreu no local.
A terceira vítima fatal não tinha relação com a disputa criminosa. Tiago Azevedo havia saído para comprar pastel com a esposa e estava um pouco afastado do grupo que conversava em frente ao comércio. Ele acabou no meio do tiroteio e morreu após ser atingido na cabeça. A esposa de Tiago também foi baleada, mas sobreviveu e hoje não corre risco de morte.
Além das três mortes, outras pessoas foram feridas, incluindo um homem suspeito de envolvimento com o tráfico que estava no local e um motoboy que passava pela rua no momento dos disparos. A perícia técnica encontrou mais de 50 cápsulas de pistolas e revólveres no local das execuções.
Mandante preso e o papel do advogado
Após o tiroteio, parte da quadrilha fugiu em um carro de aplicativo, enquanto outros trocaram tiros com a Polícia Militar e dois suspeitos acabaram presos em flagrante.
O Departamento de Homicídios conseguiu identificar o mandante do crime como Lucas Henrique Soares da Silva, conhecido como "2B". Ele está preso em uma Penitenciária de Segurança Máxima desde 2017, condenado por tráfico e associação ao tráfico, e é integrante do Terceiro Comando Puro (TCP). A intenção de "2B" era matar traficantes que haviam mudado de lado, migrando para uma facção rival.
A investigação policial levou à prisão de um advogado. Os agentes descobriram que o homem havia visitado o presídio de segurança máxima onde "2B" está detido por 35 vezes, apesar de não ser seu advogado. Para a Polícia Civil, o homem atuava como "pombo-correio", transmitindo recados do líder da facção aos criminosos nas ruas e, assim, auxiliando no planejamento das execuções.
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