
Polícia Civil Rj
Divulgação/Polícia Civil RJ
A guerra por territórios entre facções atingiu um novo e preocupante patamar, no Rio de Janeiro, com o uso de drones para o lançamento de granadas. O caso mais recente de ameaça à rotina da população ocorreu na Favela do Dique, no Jardim América (Zona Norte), onde um explosivo foi localizado no telhado de uma creche.
O artefato, que não chegou a detonar no momento do impacto, foi posteriormente neutralizado pelo Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil.
Imagens que circulam em grupos de aplicativos de mensagens documentam a ação criminosa. Nos registros, é possível visualizar um objeto sobrevoando a unidade de ensino, identificado pelas forças de segurança como um drone. Momentos depois, a gravação exibe uma granada intacta em um dos cantos do quintal da creche.
Outro registro mostra um veículo, estacionado próximo ao local, com o para-brisa completamente destruído pelos estilhaços de um explosivo lançado durante o conflito.
A Secretaria Municipal de Educação emitiu nota lamentando o episódio, ressaltando que as unidades de ensino deveriam ser locais sagrados e não cenários de violência urbana. A pasta informou que as aulas ocorreram normalmente nesta segunda-feira (6).
Investigação e expansão da violência
A Polícia Civil e o 16º BPM (Olaria) foram acionados para verificar as situações de risco na região. As autoridades fluminenses investigam a autoria dos ataques e tentam determinar a dinâmica da ação.
Uma das linhas de apuração busca entender se os explosivos foram lançados pelo Comando Vermelho (CV) como um ataque direto, ou se houve uma simulação para incriminar facções rivais em meio à disputa por territórios.
O uso de drones para lançar explosivos tem se tornado uma tática recorrente e aterrorizante em diversas regiões. Em Rio das Pedras, na Zona Oeste, o conflito entre traficantes do CV e milicianos também tem deixado um rastro de destruição. Moradores relatam constantes rajadas de tiros seguidas pelo barulho característico de explosões.
Em um dos episódios recentes, um drone arremessou uma granada que atingiu a casa de um morador local. Há duas semanas, outro ataque semelhante no mesmo bairro deixou um morador ferido, que precisou ser encaminhado a um hospital.
As investigações sobre a origem dos vídeos e a procedência dos equipamentos continuam em andamento, enquanto o Esquadrão Antibombas permanece em alerta para a desativação de novos artefatos que possam ser encontrados nas áreas de conflito.
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