
Cão Machi é aposentado da polícia de SP após seis anos
Band TV
Após seis anos de serviços prestados, disciplina e lealdade ao 5º Batalhão de Polícia de Choque de São Paulo, o cão Machi, da raça pastor belga malinois, pendurou a farda nesta semana. O animal entrou oficialmente para a reserva em uma cerimônia marcada por homenagens de toda a tropa, que reconheceu o legado deixado pelo ele.
Machi chegou ao canil em 2020, vindo da República Tcheca com pouco mais de um ano de vida. O cabo Diego da Costa Silva, responsável por iniciar o treinamento do cão, afirma que o canil realiza um trabalho criterioso de seleção de linhagem, buscando animais com aptidão real para o serviço policial.
Ele foi o segundo animal comprado da Europa, o canil se preocupa com a linhagem e em trazer cães aptos ao trabalho. --Diego da Costa Silva
A trajetória de Machi é composta por operações de grande impacto no combate ao crime organizado. Em 2023, o cão conquistou o título de "K9 do ano" por ter sido o animal que mais localizou entorpecentes em todo o batalhão.
Em missões acompanhadas pelo Brasil Urgente, como no Jardim Colonial, na Zona Sul de São Paulo, Machi encontrou mais de 80 kg de drogas escondidos em uma casa abandonada. Em outra ocasião, na comunidade do Sapé, o animal detectou uma "casa-bomba" utilizada pelo tráfico.
O parceiro de farda
Nos últimos dois anos, Machi formou uma dupla imbatível com o cabo Gilson Barbosa dos Santos. O policial relembra ocorrências marcantes, como a contenção de um suspeito que tentou agredir a equipe, momento em que o cão foi crucial para a segurança do grupo. Eficiência confirmada até no último plantão, na semana passada.
Terminou a ocorrência, todos se preparavam para ir embora, quando o Machi deitou em frente a uma garagem e sinalizou ao condutor. Eles entraram e encontraram droga em um fundo falso. --Gilson Barbosa dos Santos
O cabo Gilson ressalta o equilíbrio do animal, que consegue distinguir perfeitamente o ambiente de operação policial do convívio doméstico. "Ele é um cão equilibrado. Sabe diferenciar a forma como deve se comportar", afirma.
O destino do herói
O momento mais emocionante da despedida ocorreu quando o comandante do 5º Batalhão de Polícia de Choque, Fábio Nakaharada, prestou a última continência ao cão diante da tropa. Para o comandante, o gesto simbolizou a gratidão pelo trabalho desempenhado pelo animal ao longo de anos.
Agora, Machi viverá seus dias como um cão de estimação. Ele será adotado pelo próprio cabo Gilson, em uma guarda compartilhada com o cabo Costa Silva, seus dois principais parceiros de jornada.
Segundo o comando do batalhão, a adoção é incentivada desde que o condutor possua as condições adequadas de espaço e cuidado. "Daqui para a frente, as missões darão lugar ao descanso", conclui o cabo Gilson. O pastor belga deixa o canil, mas mantém seu nome registrado na história da Polícia Militar paulista.
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