
Homem confessa ter matado enteada de 7 anos por vingança em Natal (RN)
Reprodução/Band TV
O corpo de uma menina de 7 anos, identificada como Pétala, foi encontrado enterrado no quintal da casa de seu ex-padrasto em Natal, capital do Rio Grande do Norte. O principal suspeito, José Alves Teixeira Sobrinho, de 24 anos, confessou o crime à Polícia Civil, alegando que agiu por vingança contra a ex-mulher, mãe da vítima. O caso gerou forte mobilização na região desde o desaparecimento da criança.
As investigações avançaram após a polícia identificar contradições no depoimento inicial de José Alves. Diante das evidências encontradas em sua residência, o homem admitiu a autoria do homicídio. Segundo as autoridades, o relacionamento entre o suspeito e a mãe de Pétala havia terminado no final de dezembro, o que teria motivado o ato de retaliação.
Prisão e andamento das investigações
José Alves Teixeira Sobrinho foi preso em flagrante, e a Justiça converteu a detenção em prisão preventiva após audiência de custódia. Durante o depoimento, o suspeito chegou a mencionar a participação de uma segunda pessoa na morte da menina, mas a Polícia Civil descartou essa possibilidade com base nos elementos colhidos até o momento.
Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi o comportamento do suspeito após o desaparecimento. José Alves chegou a auxiliar a mãe de Pétala nas buscas pela criança antes da localização do corpo. Na residência do criminoso, os agentes encontram um aparelho celular descartado em uma lata de lixo. O telefone é apreendido e passa por perícia técnica para auxiliar na elucidação completa da dinâmica do crime.
Joel Datena destaca que a família mantinha esperanças de encontrar a menina com vida, embora o desfecho tenha confirmado as piores suspeitas da mãe durante o período de desaparecimento. O corpo de Pétala é sepultado em um cemitério na Zona Norte de Natal, sob forte comoção de familiares e moradores locais.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte mantém os trabalhos para finalizar o inquérito e encaminhar o caso ao Ministério Público. O suspeito permanece à disposição da Justiça e deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
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