Brasil Urgente

Homem é encontrado morto em porta-malas do próprio carro na Grande SP

Carlos Eduardo Souza, de 52 anos, estava desaparecido havia três dias; vítima foi localizada com pés e mãos amarrados em uma rua deserta da Grande São Paulo

KELLY DIAS

04/04/2026 • 17:24 • Atualizado em 04/04/2026 • 17:24

O corpo de Carlos Eduardo Souza, de 52 anos, é localizado pela polícia dentro do porta-malas de seu próprio veículo, um Fiat Uno prata, em uma rua deserta de Carapicuíba, na Grande São Paulo. A vítima estava desaparecida havia três dias e foi encontrada após uma denúncia anônima informar sobre a presença de um cadáver no local. O caso é investigado como homicídio pelas autoridades competentes.

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De acordo com as primeiras informações, Carlos Eduardo trabalhava com a instalação de câmeras de segurança e foi visto pela última vez ao sair de casa para abastecer o automóvel. O objetivo era preparar o veículo para atender um cliente no bairro do Brooklin, na capital paulista, no dia seguinte. O desaparecimento mobilizou familiares e a ex-companheira da vítima, com quem ele estava retomando um relacionamento. Ela chegou a realizar publicações em redes sociais solicitando informações sobre o paradeiro do homem, relatando que ele havia parado de responder mensagens.

Dinâmica do encontro do corpo

Ao chegarem ao local indicado pela denúncia, os policiais encontraram o veículo e precisaram forçar os bancos traseiros para conseguir retirar o corpo de Carlos Eduardo do compartimento de bagagem. A vítima estava coberta por pedaços de papelão e apresentava pés e mãos amarrados, sinais que, para a investigação, indicam uma execução.

A perícia foi acionada para o local, mas a causa exata da morte ainda não foi divulgada oficialmente. O que se sabe é que o local onde o carro foi abandonado fica a cerca de um quilômetro da residência da vítima. Amigos e pessoas próximas relataram que Carlos era uma figura conhecida na região e que, até onde se sabe, não possuía desavenças ou inimigos declarados.

As investigações agora buscam identificar o trajeto feito pelo veículo durante os três dias de desaparecimento e se há câmeras de monitoramento na rua onde o carro foi deixado que possam ter registrado a ação dos autores do crime. A polícia mantém sigilo sobre os detalhes do andamento dos trabalhos para não comprometer a identificação de possíveis suspeitos.

O sepultamento de Carlos Eduardo Souza ocorreu sob forte comoção de amigos e familiares, que cobram agilidade na resolução do crime e na prisão dos responsáveis.