
Homem é preso após agredir esposa até a morte na Zona Leste de SP
Band TV
Uma mulher de 42 anos, identificada como Simone Aparecida da Silva, morre após ser agredida pelo companheiro em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. O suspeito, Rodrigo Clécio Gomes Ferreira, de 38 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar no local do crime. A vítima chegou a ser socorrida mas não resistiu aos ferimentos causados por espancamento.
Segundo as informações, a agressão ocorreu na residência onde o casal vivia com o filho de quase dois anos e um neto da mesma idade. Simone trabalhava como auxiliar de limpeza e vendedora. Testemunhas e amigos relatam que, embora o suspeito mantivesse uma aparência de harmonia nas redes sociais, o cotidiano da vítima era marcado por episódios de violência doméstica, intensificados pelo consumo de álcool por parte do agressor.
Dinâmica do crime e prisão
No dia do ocorrido, Rodrigo teria chegado à residência embriagado e iniciado uma série de agressões físicas contra Simone, concentrando socos na região da barriga e das costelas. De acordo com relatos colhidos pela polícia, o homem tentou impedir que a vítima recebesse socorro médico do SAMU. A Polícia Militar foi acionada para garantir o atendimento e efetuou a prisão do suspeito em flagrante.
Em depoimento inicial por telefone a uma vizinha, enquanto estava na unidade de saúde, Simone afirmou não se lembrar de todos os detalhes após o início das agressões. Rodrigo Clécio Gomes Ferreira já possuía um histórico criminal, sendo procurado pela Justiça Federal e acumulando registros anteriores por agressão contra outras duas mulheres.
Investigação de negligência médica
A assistência prestada à vítima é alvo de questionamentos por parte de familiares e amigos. Simone foi inicialmente levada para a UPA Tito Lopes, na mesma região onde morava, mas recebeu alta na mesma noite. No entanto, na manhã seguinte, o quadro clínico se agravou e ela precisou ser internada no Hospital Planalto, em Itaquera.
Simone Aparecida da Silva morreu horas depois da segunda internação, em decorrência de um traumatismo cranioencefálico. A Secretaria Municipal da Saúde informou que a Organização Social de Saúde Santa Marcelina, responsável pela administração da UPA Tito Lopes, está apurando as circunstâncias do atendimento e a decisão pela alta médica inicial da paciente. O caso é acompanhado pelas autoridades competentes como feminicídio.
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