Brasil Urgente

Homem é preso após emboscar e matar ex-companheira em São Paulo

José Vilson Ferreira, de 29 anos, descumpriu medida protetiva e atacou Carla Carolina Miranda da Silva enquanto ela voltava do trabalho; crime foi premeditado

JULIA SARMENTO

05/01/2026 • 18:25 • Atualizado em 05/01/2026 • 18:25

Homem é preso após emboscar e matar ex-companheira em SP

Homem é preso após emboscar e matar ex-companheira em SP

Reprodução/Brasil Urgente

Uma auxiliar de cozinha de 39 anos, identificada como Carla Carolina Miranda da Silva, foi morta a facadas na noite de ontem no bairro da Liberdade, região central de São Paulo. O autor do crime, o ex-companheiro José Vilson Ferreira, de 29 anos, foi preso por agentes do Garra/DOPE cerca de 12 horas após o ataque.

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A ação foi registrada por câmeras de segurança, que mostram o homem escondido atrás de veículos estacionados à espera da vítima, que retornava do trabalho por volta das 23h42.

Mesmo com uma medida protetiva em vigor desde janeiro de 2025 — época em que a vítima registrou boletim de ocorrência por lesão corporal, ameaça e injúria —, o agressor armou uma emboscada no meio da rua. Ao perceber a presença de José, Carla tentou correr, mas foi derrubada e golpeada diversas vezes no abdômen e nos braços.

Investigação e prisão

A polícia aponta que o feminicídio foi premeditado. Após o crime, o suspeito fugiu utilizando a motocicleta da própria vítima para se esconder na casa de um irmão, localizada na Zona Sul da capital paulista. A investigação conseguiu rastrear o veículo, o que levou à localização e prisão do agressor ainda em flagrante.

Carla chegou a ser socorrida por moradores e pedestres que ouviram seus gritos, sendo encaminhada pelo SAMU ao Hospital das Clínicas. Ela passou por intervenção cirúrgica, mas não resistiu à gravidade das perfurações. O corpo da auxiliar de cozinha deve ser transladado para o Macapá, no Amapá, onde reside sua família, embora ainda não existam informações confirmadas sobre o velório.

As autoridades agora buscam esclarecer se houve algum contato recente entre a vítima e o agressor antes do descumprimento da medida judicial. O caso segue sob acompanhamento da Polícia Civil, que reforça a natureza brutal e planejada da ação.

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