
Homem mata ex-mulher dois dias após ser solto em audiência na Grande SP
Band TV
Uma mulher de 38 anos, identificada como Lucélia Aparecida Nascimento da Silva, foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro dentro de sua residência em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo. O crime ocorreu na frente do filho do casal, de apenas sete anos. O suspeito, Cícero Bezerra da Silva, de 51 anos, fugiu do local após o ataque, mas foi localizado e preso pela Polícia Militar horas depois.
A vítima possuía uma medida protetiva de urgência contra o agressor. Segundo informações apuradas pelo Brasil Urgente, Cícero havia descumprido a decisão judicial na semana anterior, ocasião em que agrediu Lucélia e foi preso em flagrante. No entanto, o homem foi colocado em liberdade durante a audiência de custódia, sem a imposição de monitoramento por tornozeleira eletrônica. Dois dias após ser solto, ele retornou à casa da vítima para cometer o feminicídio.
Histórico de Violência
A família de Lucélia relata que o relacionamento, que durou 20 anos e gerou dois filhos, era marcado por abusos e ciúmes excessivos. Patrícia Nascimento, irmã da vítima, afirma que o suspeito fazia ameaças constantes de morte. Na noite do crime, Cícero teria forçado a entrada na residência sob o argumento de que o imóvel também lhe pertencia.
Douglas Silva, primo da vítima, descreve o episódio como uma "tragédia anunciada". Ele ressalta que a rede de proteção falhou, uma vez que o descumprimento da medida protetiva e a agressão anterior não foram suficientes para manter o agressor detido. Após o assassinato, o suspeito chegou a enviar um áudio ao filho de sete anos, no qual não demonstrava remorso e afirmava que buscaria a criança em breve.
Atuação das Autoridades
O socorro foi acionado por uma vizinha que ouviu os gritos do filho da vítima. Lucélia não resistiu aos ferimentos e morreu no local antes da chegada das equipes médicas. A ocorrência mobilizou viaturas da Polícia Militar, que realizaram buscas na região até encontrar o paradeiro de Cícero Bezerra da Silva.
O homem foi conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri, onde o caso foi registrado. Ele permanece à disposição da Justiça e deve responder pelo crime de feminicídio. A investigação agora concentra-se no detalhamento da dinâmica do crime e na análise das provas coletadas no local do assassinato.
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