Uma abordagem criminosa na saída de uma casa lotérica terminou em tragédia em Goiânia, capital de Goiás. Maria Celina Peixoto, de 82 anos, morreu após ser arrastada por um criminoso que roubou seu veículo. O suspeito, identificado como Marcos Pereira Costa, de 39 anos, utilizava tornozeleira eletrônica no momento do crime e foi preso em flagrante pela polícia após uma perseguição iniciada por testemunhas.
O crime ocorreu no momento em que a idosa se prepara para entrar em seu carro. O agressor, que já observa a vítima encostado em um poste, aproveitou a abertura da porta do motorista para invadir o veículo pelo lado do passageiro.
Dentro do automóvel, Celina e o suspeito entraram em luta corporal. Apesar da tentativa de ajuda de pedestres que passam pelo local, o homem consegue empurrar a vítima para fora do carro e assume a direção.
Ao arrancar com o veículo, a idosa, que ainda tenta segurar a porta, cai e bate a cabeça no asfalto, sendo arrastada por alguns metros. Socorrida em estado grave e levada ao hospital, a equipe médica decretou a morte cerebral de Celina pouco tempo depois.
Prisão e histórico do suspeito
A fuga de Marcos Pereira Costa foi interrompida pela ação de populares. Testemunhas perseguiram o veículo, que trafegava em alta velocidade e pela contramão, chegando a colidir de frente com outro carro e quase provocar um acidente envolvendo duas motocicletas. A Polícia Militar chegou ao local do acidente e efetuou a prisão do homem.
De acordo com as autoridades, Marcos Pereira Costa já possui histórico criminal e respondia em liberdade por roubo, motivo pelo qual utilizava o monitoramento por tornozeleira eletrônica. Após a prisão em flagrante, o suspeito passa por audiência de custódia, onde a Justiça converte a detenção em prisão preventiva.
Homenagens e legado
Maria Celina Peixoto, carinhosamente chamada de Celininha por amigos e familiares, era descrita como uma mulher extremamente ativa. Mesmo aos 82 anos, ela ainda trabalhava como coordenadora da Associação dos Professores Aposentados e participava ativamente de atividades religiosas em sua comunidade.
No velório realizado no Cemitério Jardim das Palmeiras, sobrinhos e amigos prestam as últimas homenagens. Celina, que não teve filhos biológicos, é lembrada por familiares como a matriarca da família. Em entrevista ao Brasil Urgente, a sobrinha Danielle Chein Trindade destaca o papel central da tia nas celebrações familiares e sua dedicação ao trabalho associativo.
O sobrinho Júlio Barbosa, que viajou de Anicuns para o sepultamento, reforça que ela exercia a função de mãe para todos os seus sobrinhos. A idosa foi enterrada sob aplausos de dezenas de pessoas presentes.
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