Brasil Urgente

Influenciadora do crime é morta em confronto na Colômbia

Johana Carolina Correa Garzón, conhecida como "Kataleya", usava as redes sociais para ostentar armas e a rotina em um grupo dissidente das FARC

SANDRA REDIVO

08/01/2026 • 19:28 • Atualizado em 08/01/2026 • 19:28

Uma operação das forças de segurança da Colômbia resultou na morte de Johana Carolina Correa Garzón, conhecida nas redes sociais como "Kataleya". A mulher, que atuava como influenciadora digital, era integrante de um grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

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O confronto armado ocorreu em uma região montanhosa nos arredores do departamento de Putumayo, área estratégica para o narcotráfico devido à proximidade com as fronteiras do Equador e do Peru.

Kataleya utilizava suas plataformas digitais para exibir armas e detalhar o cotidiano da estrutura criminosa da qual fazia parte. Segundo as autoridades colombianas, as postagens e vídeos publicados pela influenciadora foram fundamentais para que a polícia compreendesse a forma de atuação do grupo e identificasse parte de sua organização interna.

O papel das mulheres no crime organizado

A ascensão de mulheres a cargos de liderança e funções estratégicas em facções criminosas tem se tornado uma tendência observada pelas autoridades em diversos países da América Latina. Além do caso na Colômbia, operações recentes no Brasil e em países vizinhos destacam essa mudança de perfil no crime organizado.

Na Bahia, a polícia prendeu uma mulher conhecida como "Sereia do Crime". Apontada como responsável pelo fluxo de drogas, armas e pela comunicação entre células criminosas em cinco estados, ela gerenciava a logística e o repasse de ordens escritas, conhecidas como "salves", para gerentes do tráfico em Salvador e região metropolitana. Em sua residência, foram apreendidos quase R$ 200 mil em espécie, além de documentos e equipamentos para contagem de dinheiro.

O diretor do Denarc, Ernandes Júnior, reforça que o foco das investigações tem sido desarticular tanto a liderança financeira quanto a operacional dessas organizações. Outros nomes citados em investigações internacionais incluem:

  • Jade Callau: Presa ao transportar cocaína entre a Bolívia e a Argentina.
  • Alondra Mercado: Detida por envolvimento com o tráfico de armas.
  • Maria de la Cruz ("Novinha do Crime"): Apontada como uma das principais distribuidoras de cocaína no Peru.

As autoridades destacam que o uso de redes sociais por criminosos para ostentação, embora sirva como ferramenta de autopromoção para os grupos, tem se tornado um importante aliado da inteligência policial para o mapeamento e captura de lideranças.

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