Uma operação das forças de segurança da Colômbia resultou na morte de Johana Carolina Correa Garzón, conhecida nas redes sociais como "Kataleya". A mulher, que atuava como influenciadora digital, era integrante de um grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
O confronto armado ocorreu em uma região montanhosa nos arredores do departamento de Putumayo, área estratégica para o narcotráfico devido à proximidade com as fronteiras do Equador e do Peru.
Kataleya utilizava suas plataformas digitais para exibir armas e detalhar o cotidiano da estrutura criminosa da qual fazia parte. Segundo as autoridades colombianas, as postagens e vídeos publicados pela influenciadora foram fundamentais para que a polícia compreendesse a forma de atuação do grupo e identificasse parte de sua organização interna.
O papel das mulheres no crime organizado
A ascensão de mulheres a cargos de liderança e funções estratégicas em facções criminosas tem se tornado uma tendência observada pelas autoridades em diversos países da América Latina. Além do caso na Colômbia, operações recentes no Brasil e em países vizinhos destacam essa mudança de perfil no crime organizado.
Na Bahia, a polícia prendeu uma mulher conhecida como "Sereia do Crime". Apontada como responsável pelo fluxo de drogas, armas e pela comunicação entre células criminosas em cinco estados, ela gerenciava a logística e o repasse de ordens escritas, conhecidas como "salves", para gerentes do tráfico em Salvador e região metropolitana. Em sua residência, foram apreendidos quase R$ 200 mil em espécie, além de documentos e equipamentos para contagem de dinheiro.
O diretor do Denarc, Ernandes Júnior, reforça que o foco das investigações tem sido desarticular tanto a liderança financeira quanto a operacional dessas organizações. Outros nomes citados em investigações internacionais incluem:
- Jade Callau: Presa ao transportar cocaína entre a Bolívia e a Argentina.
- Alondra Mercado: Detida por envolvimento com o tráfico de armas.
- Maria de la Cruz ("Novinha do Crime"): Apontada como uma das principais distribuidoras de cocaína no Peru.
As autoridades destacam que o uso de redes sociais por criminosos para ostentação, embora sirva como ferramenta de autopromoção para os grupos, tem se tornado um importante aliado da inteligência policial para o mapeamento e captura de lideranças.
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