
Policial civil é morto em viatura descaracterizada no Rio
Band TV
O inspetor da Polícia Civil Carlos Alberto Freire Neto morreu em decorrência de um tiro na cabeça após ser vítima de um ataque de criminosos na Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio de Janeiro. O agente, que estava na corporação desde 2023 e integrava a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) desde maio, deixa esposa e dois filhos.
Outra policial, a inspetora Juliele da Conceição Brandt, também foi atingida pelos disparos na perna, mas foi socorrida e passa bem.
O ataque ocorreu durante uma ação de inteligência realizada por agentes da DHBF na região de Guadalupe, na Zona Norte do Rio. A viatura descaracterizada em que os policiais estavam foi surpreendida por traficantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), que controlam a comunidade do Muquiço.
De acordo com relatos de motoristas que passavam pelo local, o momento do ataque foi descrito como uma "cena de filme", na qual o veículo dos policiais foi atingido e acabou descendo uma ladeira até parar na Avenida Brasil. Após os disparos, os agentes foram encontrados desacordados dentro do carro.
Operação emergencial
Logo após o atentado, a Polícia Civil deflagrou uma operação emergencial na comunidade do Muquiço com o apoio de diversas unidades institucionais e suporte aéreo. O objetivo da ação é capturar os criminosos responsáveis pela emboscada.
Durante a mobilização policial, a Avenida Brasil chegou a ser interditada nos dois sentidos, causando reflexos na rotina da cidade. Ao todo, 36 linhas de ônibus precisaram alterar seus trajetos e escolas e hospitais da região tiveram o funcionamento afetado.
Reação das autoridades
Em nota oficial, a Polícia Civil do Rio de Janeiro classificou o episódio como um ataque covarde contra agentes de segurança pública e, por consequência, uma investida direta contra o Estado. A instituição afirmou que segue atuando de forma firme e permanente no combate às facções criminosas.
A Polícia Civil reforça que ataques contra agentes de segurança pública representam um ataque direto ao Estado e seguirá atuando de forma firme e permanente no combate às facções e na repressão a criminosos. --nota da Polícia Civil
O caso reacende o debate sobre a segurança nas vias expressas do Rio, que frequentemente se tornam cenário de confrontos armados. Relatos de pânico foram registrados por motoristas, que abandonaram seus veículos em meio à troca de tiros, e por moradores, que se deitaram no chão para se protegerem dos disparos.
Além do caso em Guadalupe, outras áreas da cidade, como Rio das Pedras, na Zona Oeste, também registram pânico recente devido a episódios de violência armada e uso de artefatos explosivos, evidenciando o cenário crítico enfrentado pelas forças de segurança e pela população fluminense.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

