Em entrevista ao Brasil Urgente, o Tenente-Coronel Vergílio, Comandante da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) da Polícia Militar de São Paulo, detalhou a estratégia multifacetada para o combate ao crime organizado, com especial atenção à facção PCC.
Segundo ele, a atuação vai muito além do policiamento ostensivo e se baseia em pilares como inteligência, tecnologia e a cooperação entre diferentes forças de segurança.
O comandante explicou que o enfrentamento às facções criminosas é um trabalho complexo que envolve a atuação conjunta da Polícia Militar com outros órgãos, como a Polícia Federal e a Receita Federal, para atacar toda a estrutura do crime. "O que o cidadão muitas vezes vê é a ponta da lança, quando a operação é deflagrada, mas ele não imagina o tamanho do aparato que acontece antes", afirmou Vergílio.
A estratégia visa combater as diversas frentes da organização criminosa, incluindo a lavagem de dinheiro, o tráfico de drogas e a entrada de armamentos ilegais no estado. O comandante ressaltou que, embora São Paulo não seja um produtor de armas de guerra, o armamento chega por meio de rotas de contrabando.
O objetivo principal, segundo o Tenente-Coronel, é quebrar a cadeia de lucro das facções, pois o dinheiro é o que move suas atividades. "O que o crime quer, na verdade mesmo, é o lucro, é o dinheiro", pontuou. Ele citou como exemplo a recente prisão de uma mulher na região do Brás que levava um carregamento de armas para o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, evidenciando as conexões comerciais entre os grupos criminosos.
Por fim, Vergílio analisou que o PCC já atingiu o status de "máfia", principalmente por ter conseguido dominar a lavagem de dinheiro, o que completou sua estrutura de poder, que já incluía o domínio do tráfico de drogas e conexões internacionais.
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