Brasil Urgente

Irmã de traficante mobiliza escolta policial em ida a hospital na Bolívia

Tatiana Marset, ligada ao cartel uruguaio e ao PCC, deixou penitenciária sob escolta armada devido a quadro de hepatite

LUCAS MARTINS

19/05/2026 • 18:11 • Atualizado em 19/05/2026 • 18:12

Irmã de traficante mobiliza escolta policial em ida a hospital na Bolívia

Irmã de traficante mobiliza escolta policial em ida a hospital na Bolívia

Reprodução/Band TV

Uma megaoperação de segurança parou as ruas para escoltar a detenta Tatiana Marset até uma unidade hospitalar. O forte aparato, composto por dezenas de viaturas de forças policiais de elite, foi montado devido ao alto risco de uma tentativa de resgate por parte do crime organizado. No local, agentes fortemente armados com fuzis de calibre 7.62 e 556 utilizaram balaclavas para cobrir o rosto, uma medida de proteção para evitar retaliações da facção criminosa.

Compartilhar

Apesar de fazer parte de uma estrutura criminosa milionária, Tatiana Marset chamou a atenção ao desembarcar da ambulância. Sentada em uma cadeira de rodas, a jovem de 22 anos levava nas mãos um ursinho de pelúcia. De acordo com fontes penitenciárias, o brinquedo é o companheiro inseparável de "La Rubia" (A Loira), que caminha e dorme abraçada ao objeto na prisão. Ela foi transferida temporariamente para realizar exames após apresentar fortes dores decorrentes de um quadro de hepatite A.

Presa preventivamente desde março, Tatiana ostentava uma vida de extremo luxo nas redes sociais, com viagens internacionais, iates e mansões. A investigação aponta que ela não era uma coadjuvante: a jovem atua no tráfico internacional de drogas desde a adolescência, cuidando da logística para estrangeiros, armazenamento de armas e coordenação da contabilidade da organização.

A conexão com o Primeiro Cartel Uruguaio e o PCC

O peso do esquema criminoso é explicado pelo sobrenome da jovem. Tatiana é irmã de Sebastián Marset, de 34 anos, apontado como o líder do Primeiro Cartel Uruguaio e um dos criminosos mais procurados do planeta. O DEA (agência antidrogas dos Estados Unidos) oferecia uma recompensa de dois milhões de dólares por informações que levassem à sua captura. O megatraficante foi capturado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e extraditado para os Estados Unidos.

A inteligência brasileira e a polícia boliviana apontam que a organização de Marset possui ligação direta com o Primeiro Comando da Capital (PCC) no Brasil, funcionando como uma grande transportadora de cocaína.

André do Rap assume os negócios

Como no tabuleiro do crime organizado a queda de um líder fortalece os rivais, a prisão do uruguaio reconfigurou as rotas do tráfico. De acordo com o serviço de inteligência da Bolívia, a lacuna deixada por Sebastián Marset foi preenchida por André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap.

O brasileiro, que é uma das principais lideranças do PCC e permanece foragido da Justiça, assumiu o transporte de cocaína dos antigos clientes do cartel uruguaio na América do Sul.

Tópicos relacionados