
Irmãs do PCC: 'Duquesa' e 'Tinker Bell' são presas em operação no Piauí
Reprodução/Brasil Urgente
Uma operação da Polícia Civil desarticulou uma célula feminina da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), denominada "Faixa Rosa". Durante a ação, que cumpriu quatro mandados de prisão e de busca e apreensão, duas irmãs de 18 e 19 anos foram capturadas em um esconderijo de estrutura simples. No momento da abordagem, as jovens confirmaram a integração ao grupo e foram identificadas pelos apelidos que utilizavam no mundo do crime: "Duquesa" e "Tinker Bell".
As investigações apontam que as irmãs desempenhavam funções estratégicas de natureza financeira e logística para a facção. "Tinker Bell", inclusive, possui tatuagens pelo corpo que, segundo a polícia, simbolizam sua fidelidade à organização. Ambas são acusadas pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse ilegal de arma de fogo e descumprimento de medidas cautelares anteriores.
Expansão e recrutamento no Piauí
O histórico das jovens revela um padrão comum no recrutamento de lideranças femininas pelo crime organizado. De acordo com a Polícia Civil, as irmãs foram atraídas para a facção por intermédio de seus companheiros. Elas conheceram os criminosos em Teresina, capital do Piauí, e posteriormente foram enviadas para cidades do interior do estado com a missão de auxiliar na expansão territorial do grupo.
Com a prisão dos parceiros ou o avanço das atividades criminosas, as duas assumiram responsabilidades maiores na hierarquia local, cuidando do fluxo de recursos e da organização dos materiais ilícitos da célula.
A polícia agora trabalha para identificar outros membros que davam suporte às irmãs e mapear os destinos da droga distribuída pela célula. As presas permanecem à disposição da Justiça e devem responder pelos crimes apurados durante o processo de investigação.
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