
Jovem é morta estrangulada pelo namorado no Espírito Santo
Reprodução/Brasil Urgente
A estudante de arquitetura Júlia de Paula, de 20 anos, foi encontrada morta pela própria mãe, em cima da cama, na residência da família. O namorado da jovem, Aleff Wingler, de 25 anos, foi preso em flagrante horas depois do crime e confessou tê-la estrangulado. A universitária foi encontrada seminua e com o corpo repleto de hematomas, indicando que foi espancada antes de morrer.
O crime ocorreu horas após o casal ser visto dançando em uma festa, demonstrando aparente harmonia. O contraste com a violência posterior chocou a família.
A mãe da vítima, Josi Maria de Paula, relata o momento em que encontrou a filha: "Toda roxa, tem alguma coisa errada. Quando olhei no rosto dela tava todo preto, mão para trás quebrada, pé roxo. Assim que chamei ela estava gelada. Aí pensei não é verdade, não é verdade. Comecei a gritar, não tinha o que fazer, ela já tava morta".
Confissão, dinâmica da briga e fuga rápida
A Polícia Civil, responsável pela investigação, detalha a dinâmica do crime. A perícia encontrou manchas de sangue e tufos de cabelo na escadaria da residência, além dos óculos quebrados do suspeito na entrada da casa, sugerindo que houve agressões mútuas antes da morte da jovem.
Em seu depoimento, Aleff Wingler relatou à polícia que o casal chegou alterado após o consumo de bebida alcoólica. A briga teria se iniciado após Júlia o acusar de traição. Segundo a versão do suspeito, após ser atingido com um tapa no rosto e uma mordida pela vítima, ele "perdeu a cabeça" e a teria esganado. Após o estrangulamento, ele alega ter arrastado Júlia pela escada, pegado-a no colo e a levado até o quarto, onde o corpo foi encontrado.
Aleff Wingler foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio aproximadamente três horas depois de matar a namorada. Ele foi encontrado por uma equipe policial dentro de um ônibus. O suspeito comprou a passagem na rodoviária e, segundo a polícia, fez uma "fuga rápida para sair do local do crime o mais rápido possível". Ele embarcou em Vitória por volta das 9h e foi capturado em Carapina cerca de 9h30, 10h. O homem foi levado ao Departamento de Homicídios, onde confessou a autoria.
Relacionamento reprovado e agressões anteriores
O relacionamento do casal durava cerca de dois anos e era reprovado pela mãe da vítima. Josi Maria de Paula descreve o comportamento de Aleff Wingler como possessivo e psicopata.
A mãe conta que ele não permitia que Júlia saísse para a praia ou se encontrasse com amigas, e até mesmo desaprovava que ela fosse à praia com a própria mãe, alegando que os homens ficariam olhando para ela.
"Conversei com ela para largar ele, ela falou mãe vou largar, mas não consigo largar dele. Onde tô ele persegue, no meu trabalho, aqui ele ficava no portão. Enquanto ela não descia para falar com ele, não ia embora", relata Josi Maria de Paula, evidenciando o padrão de perseguição do agressor.
Pessoas próximas à estudante revelaram que, no dia anterior à sua morte, Júlia havia comentado que o namorado a tinha agredido, reforçando o histórico de violência no relacionamento.
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