
Justiça condena envolvidos no sequestro da modelo Luciana Curtis em SP
Reprodução/Brasil Urgente
A Justiça de São Paulo condenou oito dos 14 envolvidos no sequestro da modelo internacional Luciana Curtis, do marido e da filha de 11 anos. Menos de um ano após o crime, os réus foram sentenciados por roubo qualificado, extorsão e associação criminosa, com o regime inicial de cumprimento da pena sendo o fechado.
Entre os condenados estão os principais nomes da quadrilha. Gabriel Valentim de Lima, conhecido como "Zequinha", apontado como o líder e mentor intelectual do crime, recebeu a pena de 28 anos de prisão. Já Sergio Silva Soares, executor do sequestro, foi condenado a 33 anos de cadeia.
O sequestro e as 12 horas de cativeiro
O sequestro da modelo e de sua família ocorreu em 28 de novembro, quando eles saíam de um restaurante de comida oriental no bairro da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo. Luciana Curtis, o marido e a filha foram levados para um cativeiro localizado na Zona Norte, onde ficaram reféns por 12 horas.
Durante o período em que estiveram em poder dos criminosos, as vítimas foram submetidas a ameaças e torturas psicológicas, sendo obrigadas a realizar transferências de valores via Pix. Após as transações bancárias, a família foi liberada e buscou a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência. Para dificultar a investigação e a identificação dos autores, o carro importado das vítimas foi incendiado.
A polícia já acompanhava o caso quando a família foi libertada. A filha adolescente do casal, que não estava no restaurante, estranhou a demora dos pais em retornar para casa e alertou um tio, que acionou as autoridades.
Descoberta da funcionária e desmantelamento da quadrilha
A Divisão Antissequestro (DAS) da Polícia Civil iniciou as investigações e descobriu uma funcionária de uma lotérica que havia recebido as transferências bancárias realizadas pelas vítimas. Essa mulher foi condenada a 17 anos de prisão.
A prisão da funcionária foi o ponto de partida que permitiu à DAS identificar os outros 13 criminosos que participaram do sequestro, incluindo "Zequinha", que foi preso em sua casa durante uma grande operação policial.
A apuração da DAS detalhou toda a estrutura da quadrilha, que vinha praticando sequestros-relâmpago há meses na capital. O grupo possuía tarefas bem definidas: desde a execução do sequestro e o uso de violência até o destino das transferências bancárias e a subsequente lavagem do dinheiro, que era pulverizado em contas de terceiros ("laranjas").
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber
