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Líder de facção criminosa, "Rainha Branca" é presa na Argentina

Mulher comandava o tráfico de drogas e armas na fronteira com o Brasil e foi capturada em uma operação da Polícia Federal argentina; grupo usava caminhões para transportar maconha e cocaína

Felipe Garraffa
FELIPE GARRAFFA

29/11/2025 • 19:02 • Atualizado em 29/11/2025 • 19:02

Líder de facção criminosa, "Rainha Branca" é presa na Argentina

Líder de facção criminosa, "Rainha Branca" é presa na Argentina

Reprodução/Brasil Urgente

A líder de uma facção criminosa, conhecida como a “Rainha Branca”, é presa em uma operação da Polícia Federal da Argentina. A mulher, apontada como chefona da organização, tentava controlar o tráfico de drogas na região de fronteira do país com o Brasil.

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A captura ocorreu em uma residência onde estavam outros integrantes do grupo. A organização criminosa é conhecida por traficar armas e drogas para países que fazem fronteira com a Argentina. A “Rainha Branca”, agora presa, desenvolveu uma rede para traficar maconha e cocaína, utilizando principalmente caminhões.

Em uma das maiores ações policiais no país neste ano, mais de 10 toneladas de maconha são apreendidas. Além disso, a polícia encontra mais de 400 mil dólares dentro da casa onde a traficante é presa.

Fronteira vira alvo de facções e rota bilionária do crime

A fronteira de mais de 1.200 quilômetros entre o Brasil e a Argentina se torna alvo de disputa entre facções criminosas. Atualmente, o Primeiro Comando da Capital (PCC) domina a maior parte da região. O tráfico de drogas e armas nessa área se torna uma fonte bilionária para os criminosos.

As apreensões do lado argentino da fronteira são inúmeras e apresentam características semelhantes aos métodos usados por traficantes brasileiros. Por exemplo, um barco que gerou desconfiança é interceptado pela polícia e são encontrados 380 kg de drogas a bordo.

Em outra ocorrência, um carro prateado é abordado na rodovia e, em um compartimento falso, o policial encontra grande quantidade de entorpecentes.

Os entorpecentes entram na Argentina por diversas rotas: pela água (rios), pelo asfalto e até mesmo nas roupas das chamadas "narco formigas"— pessoas que transportam entorpecentes para a organização criminosa.

A presença de lideranças do PCC na Argentina é comum. Membros proeminentes da facção, como Elvis Riola, o "Cantor do PCC", e Jorge Adalid Granier Ruiz, o "Fantasma", utilizavam o país vizinho para se esconder e praticar crimes. O "Fantasma" é ligado a João Reis Gonçalves, conhecido como "Fuminho", que é apontado como braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o "Marcola".

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