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Justiça decreta prisão preventiva de homem que atropelou e matou PM em SP

O acusado, Bruno Shimizu, de 22 anos, apresentava sinais de embriaguez e foi preso em flagrante após invadir a contramão e atropelar o policial

ANA PAULA RODRIGUES

24/07/2026 • 14:36 • Atualizado em 24/07/2026 • 14:42

A Justiça de São Paulo decretou, nesta sexta-feira (24), a prisão preventiva do motorista que atropelou e matou o PM Fábio Ferreira de Souza, na madrugada desta quinta-feira (23), na Avenida Nove de Julho, em São Paulo.

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Bruno Shimizu, de 22 anos, apresentava sinais de embriaguez e dirigiaum Volvo quando invadiu a contramão pelo corredor de ônibus e bateu de frente com a moto conduzida pelo Sargento da Polícia Militar. O motorista só parou depois de acertar um poste. Dentro do veículo estavam outras três pessoas.

Duas mulheres deixaram o local antes da chegada da polícia. Um homem foi levado à delegacia e liberado.Já Bruno Yasuo Sales Shimizu, de 22 anos, apresentava sinais de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro.Ele foi preso em flagrante.

Pouco antes da colisão, Bruno estava em uma casa noturna na Vila Olímpia. A reportagem teve acesso, com exclusividade, à nota fiscal da mesa. O documento mostra consumo de bebidas alcoólicas e energéticos.

Entre os pedidos aparecem uísque, pelo menos três garrafas de vodca e outras bebidas. A conta ultrapassou R$ 3 mil. Segundo o comprovante, Bruno pagou R$ 606 da despesa.

Reincidente

Em setembro de 2020, quando tinha 16 anos, ele dirigia outro Volvo, um XC60, na cidade de Pilar do Sul. Segundo a investigação, o carro atingiu violentamente a traseira da motocicleta conduzida por um jovem de 19 anos.

O rapaz foi arrastado por cerca de cinquenta metros e morreu ainda no local.Como Bruno tinha menos de dezoito anos, respondeu por ato infracional e não foi responsabilizado criminalmente.Mesmo depois daquele acidente fatal, Bruno iniciou o processo para conseguir a Carteira Nacional de Habilitação. Em novembro de 2021, foi aprovado nos exames médico e psicotécnico.

Dois meses depois, em janeiro de 2022, recebeu autorização para dirigir carros e motocicletas.Fábio Ferreira de Souza dedicou 26 anos à corporação.Atualmente estava lotado no Segundo Batalhão de Choque e se encontrava de licença. Era casado, pai de dois filhos e estava perto da aposentadoria.

Em novembro de 1999, o então sargento Fábio Ferreira de Souza entrou para a história da Polícia Militar ao ajudar a conter o atirador do massacre no cinema do Shopping Morumbi, impedindo que a tragédia fosse ainda maior.