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Motorista que matou PM deixou bar com conta de R$ 3 mil antes da colisão

Comanda apreendida pela polícia registra mais de R$ 3 mil em consumo na casa noturna onde o motorista esteve antes do acidente.

Da redação
DA REDAÇÃO

23/07/2026 • 18:07 • Atualizado em 23/07/2026 • 18:07

O motorista preso por atropelar e matar um policial militar na Avenida Nove de Julho, na Zona Oeste de São Paulo, teria consumido bebidas alcoólicas em uma casa noturna antes do acidente. Segundo a investigação, uma comanda em nome de Bruno Salles Chimizo, de 22 anos, registra uma conta de R$ 3.144,10, com a compra de garrafas de vodca, doses de bebida alcoólica e energéticos. Segundo a polícia, a parte dele na conta foi de R$ 600, pagos em dinheiro.

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De acordo com a Polícia Civil, Bruno dirigia uma Volvo na contramão da Avenida Nove de Julho por volta das 5h30, quando bateu de frente com a motocicleta do sargento Fábio Ferreira de Souza, do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar. O policial foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a polícia, o motorista havia saído de uma casa noturna na Vila Olímpia acompanhado de outras três pessoas. Testemunhas e policiais que atenderam à ocorrência relataram que ele apresentava sinais de embriaguez. Bruno se recusou a fazer o teste do bafômetro.

A investigação já requisitou imagens de câmeras de segurança do estabelecimento para confirmar o consumo de bebidas alcoólicas antes do acidente. A comanda apreendida está em nome do motorista e indica a compra de, pelo menos, três garrafas de vodca, além de outras bebidas. A conta total foi dividida entre quatro pessoas.

Bruno foi preso em flagrante e permanece na carceragem do 14º Distrito Policial. A Polícia Civil pediu a conversão da prisão em preventiva. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

As investigações também apontam que o motorista já havia se envolvido em outro acidente fatal. Em 2020, quando tinha 16 anos, ele atropelou e matou um motociclista de 19 anos em Pilar do Sul, no interior de São Paulo. Na época, por ser adolescente, respondeu por ato infracional.

A polícia apura se o consumo de álcool contribuiu para o acidente que matou o policial militar e aguarda a análise das imagens e de outras provas reunidas durante a investigação.

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