Brasil Urgente

Líder de facção criminosa, 'Toró' é preso na Grande São Paulo

Ele era procurado desde 2024 por tráfico de drogas e execuções no Paraná; criminoso tinha apoio do PCC em São Paulo

Por Redação
REDAÇÃO

20/03/2026 • 17:53 • Atualizado em 20/03/2026 • 17:53

Líder de facção criminosa, 'Toró' é preso na Grande São Paulo

Líder de facção criminosa, 'Toró' é preso na Grande São Paulo

Band TV

A Polícia Militar, por meio de agentes do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), prende Jean Carlos Borges de Mello em Itapevi, na Grande São Paulo. Conhecido pelo apelido de "Toró", o homem de 27 anos é apontado pelas autoridades como um dos principais líderes da facção criminosa Tropa do Tubarão. A organização, que possui forte atuação no estado do Paraná, mantém vínculos estratégicos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que viabilizava a permanência do suspeito em território paulista.

Compartilhar

A prisão de Toró é resultado de um monitoramento contínuo iniciado após a Operação Baby Shark, deflagrada em 2024. Na ocasião, diversos mandados de prisão foram expedidos contra integrantes da cúpula da facção paranaense. Segundo as investigações, pelo menos três indivíduos de alta periculosidade fugiram para São Paulo na tentativa de escapar do cerco policial, mas as diligências para localizá-los nunca foram interrompidas.

Atuação criminosa e ostentação em redes sociais

De acordo com a polícia, a Tropa do Tubarão é caracterizada pelo uso de extrema violência para consolidar o domínio territorial e impor respeito frente a grupos rivais. A organização é investigada por ser responsável por mais de 70 execuções nos últimos três anos, crimes que frequentemente envolviam fuzilamentos e decapitações das vítimas.

Além da violência física, o grupo utiliza as redes sociais como ferramenta de propaganda e apologia ao crime. Investigações apontam a existência de videoclipes produzidos pela própria facção, onde os integrantes aparecem ostentando armas de diversos calibres e grandes quantias de dinheiro provenientes de transações ilícitas. A polícia estima que a movimentação financeira da organização tenha alcançado a marca de R$ 17 milhões em atividades ligadas, prioritariamente, ao tráfico de drogas.

Conexão com o tráfico em Apucarana

No Paraná, Jean Carlos Borges de Mello responde formalmente por tráfico de drogas, sendo identificado como um dos nomes centrais na distribuição de entorpecentes em Apucarana. Sua transferência para a região metropolitana de São Paulo era considerada estratégica para a facção, aproveitando a logística e o suporte oferecido pelo PCC.

Após a captura, Toró permanece à disposição da Justiça, enquanto a polícia prossegue com as buscas para localizar os demais foragidos da Operação Baby Shark que ainda podem estar escondidos em solo paulista.